A Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros

25 de Setembro é o “Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros”, efeméride lançada pela CNseg em 2019 para, nas palavras da Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, “fortalecer o compromisso do setor com as melhores práticas de diversidade e inclusão”. Confira abaixo a entrevista

com Solange Beatriz sobre um tema que ganha cada vez mais relevância no debate nacional e internacional, tanto pelo ponto de vista ético como pelo financeiro. 

Como anda o debate a respeito da diversidade no setor de seguros? 

O setor de seguros está consciente que é preciso acelerar suas políticas de inclusão, pois, além de gerar mais justiça social, um ambiente mais inclusivo fomenta soluções inovadoras, que são essenciais para um melhor desempenho das empresas, razão pela qual o tema passou a fazer parte da agenda social e econômica do nosso setor. 

Em 2017, um grupo de diretoras de empresas nacionais e estrangeiras com afinidade com o tema criou o Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão da CNseg que, já no ano seguinte, realizou a “1ª Conferência Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros”. Em abril de 2019, o tema entrou novamente em debate no painel técnico “Diversidade em Ação”, durante o 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro. 

Em setembro de 2019, a CNseg realizou a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, paralelamente à 9ª Conseguro. 

Na mesma época, durante o Festival Dive In para Diversidade e Inclusão em Seguros, a Confederação lançou o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, a ser celebrado a cada 25 de setembro, visando fortalecer o compromisso do setor com as melhores práticas de diversidade e inclusão de talentos na carreira de seguros e refletir a riqueza demográfica, étnica, cultural e social do nosso País. 

Outra ação que apresentou uma recepção bastante positiva foi o lançamento do Calendário 2020 da CNseg, que teve a Diversidade e a Inclusão no Setor de Seguros como tema da edição, celebrando o rico mosaico humano que compõe a aldeia global. 

Além disso, o setor já conta com entidades autônomas dedicadas ao tema, como o Instituto pela a Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros (IDIS) e a Associação de Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), ambas com apoio da CNseg. E, nesse contexto, também podemos citar o apoio da CNseg ao Instituto Ação Pela Paz, que capacita egressos do sistema prisional, visando reinseri-los no mercado de trabalho e, assim, diminuir a reincidência criminal. 

E o quais os esforços das empresas do setor para fortalecer a diversidade? 

Temos visto empresas do setor se tornarem referência em políticas e práticas de diversidade e lideranças do mercado enfatizando a importância da diversidade para os negócios. De acordo com último levantamento da Escola de Negócios e Seguros (ENS), 40% das seguradoras brasileiras já possuem programas de igualdade de gênero, o que certamente contribuiu para que, atualmente, no cômputo total, as mulheres já serem maioria nesse mercado. O desafio agora é alçá-las, cada vez mais, às posições de liderança, onde ainda são sub-representadas. Também precisamos trabalhar para reforçar a representatividade de pessoas negras, transgêneras e com deficiências em posições de liderança e evitar – de modo geral – que os vieses inconscientes prejudiquem a contratação do melhor profissional para a vaga, independentemente de qualquer atributo subjetivo que não esteja estritamente relacionado à atividade a ser exercida. 

Como um setor que cuida da proteção do patrimônio das pessoas, não podemos prescindir da diversidade de talentos para compreender as necessidades de públicos variados e atender melhor a todos.

Em termos de produtos de seguro, também possuímos exemplos interessantes, como é o caso de seguradora que, na contratação de um seguro viagem, disponibiliza cartilha apontando os locais com maior risco de ocorrerem crimes de ódio contra minorias e disponibiliza call center para prestar auxílio nesses casos. Outro bom exemplo, este vindo do Reino Unido, se relaciona à violência contra a mulher no âmbito do abuso do poder econômico, com bancos aceitando o cancelamento de contas conjuntas sem a necessária concordância do parceiro agressor e seguradoras cancelando apólices solicitadas pelas vítimas de relacionamentos abusivos. 

CNseg também realiza ações para fortalecer a diversidade dentro da própria Confederação? 

Os funcionários, como participantes do mercado segurador, também sempre foram alvo de nossos eventos e ações de comunicação. Entretanto, sentíamos falta de ações voltadas objetivamente para nossos colaboradores, inclusive as lideranças, razão pela qual já iniciamos o desenvolvimento de um programa interno de diversidade, em parceria com o GT de Diversidade e Inclusão da Comissão de Recursos Humanos. Em uma primeira fase, pretendemos realizar ações de conscientização para as lideranças e os colaboradores sobre o valor da diversidade e temas específicos como os viéses inconscientes, além de mapear os recortes de diversidade do nosso quadro com base em um censo com os colaboradores. Temos consciência que a CNseg, enquanto representante institucional de um setor extremamente relevante – tanto econômico, quanto socialmente -, pode estabelecer um bom exemplo e contribuir para o avanço desse tema. 

Fonte: CNSeg 

Seguro liga e desliga pode ser mais caro para o consumidor

Alvo de muitos debates desde que a Susep autorizou a sua comercialização no mercado brasileiro, o seguro intermitente, também conhecido como “liga e desliga” ou “pay per use”, pode, em determinadas situações, não ser tão bom para o consumidor. O alerta é do CEO da HDI, Murilo Riedel, para quem, na ponta do lápis, esse tipo de produto eventualmente até pode custar caro para o segurado. “O produto pode ser caro e não tão vantajoso para consumidor, a não ser para aqueles que usam o carro muito pouco”, comentou Riedel, ao responder a pergunta do público ao participar da parada brasileira do ITC World Tour, realizada nesta terça-feira (08 de setembro). 

Segundo ele, é correto afirmar que os seguros intermitentes apresentam “zero dificuldade tecnológica” e são muito mais simples. 

No entanto, acentuou que esse seguro acaba tendo o custo aumentado pela concentração da utilização do veículo segurado em momentos de riscos. “Além disso, a necessidade de intervenção direta do segurado no liga e desliga pode induzir a erros”, alertou. 

Riedel acrescentou ainda que, por enquanto, não vê tanta “vantagem para consumidor”. Lembrou também que, com a pandemia aumentou muito a utilização do carro, o que pode se refletir nesse tipo de produto. 

Nesse contexto, ele acentuou que os modelos matemáticos estão tão evoluídos que, embora o seguro intermitente não apresente dificuldade tecnológica, pode não representar vantagem para os segurados, tendo, inclusive um preço mais caro. “Então, sinceramente, não vejo como será massificado”, completou. 

Fonte: CQCS 

Susep divulga novas regras de segmentação

A Susep publicou nesta quinta-feira (10 de setembro), a Resolução 388/20 do CNSP, que estabelece a segmentação das seguradoras, sociedades de capitalização, resseguradores locais e entidades abertas de previdência complementar para fins de aplicação proporcional da regulação prudencial. 

As novas regras não se aplicam apenas às seguradoras participantes do Sandbox Regulatório. 

O enquadramento inicial nos segmentos definidos pela resolução – vigente a partir de 04 de janeiro de 2021 – terá por base parâmetros de aferição consolidados do respectivo grupo prudencial, caso a empresa supervisionada pertença a um grupo prudencial; ou, caso contrário, parâmetros de aferição individuais. 

Assim, as supervisionadas serão divididas em quatro segmentos: S1(Segmento 1); S2; S3 ou S4. 

O S1 reunirá as maiores empresas, que têm, por exemplo, provisões técnicas iguais ou superiores a 6% do total do mercado e prêmios iguais ou superiores a 9% da soma global de prêmios do setor. 

O S2 englobará empresas com provisões técnicas iguais ou superiores a 0,2% do total do mercado e prêmios iguais ou superiores a 0,9%. 

Já o S3 será composto pelas empresas de menor porte, cujas provisões técnicas sejam inferiores a 0,2% e os prêmios fiquem abaixo de 09% do total do mercado. 

Por fim, o S4 será integrado por companhias que possuem apenas investimentos, exceto pelos valores mantidos em conta corrente, dinheiro em caixa e imóveis de uso próprio e que atuem apenas em microsseguros, seguros de veículos ou habitacionais (com vigência não superior a um ano); patrimoniais (com exceção dos ramos lucros cessantes, riscos de engenharia, riscos diversos e riscos nomeados e operacionais, com vigência inferior a um ano; ou de pessoas e planos de previdência no regime financeiro de repartição simples. 

Além disso, a norma cria algumas restrições para as empresas que desejam ser enquadradas no segmento S4, como, por exemplo, for responsável pela administração do Consórcio Dpvat. 

A Susep divulgará anualmente, até o dia 30 de abril, as informações relativas ao enquadramento preliminar das supervisionadas. As empresas que discordarem deste enquadramento poderão solicitar a revisão até o dia 31 de maio.

O enquadramento inicial será divulgado pela Susep até o próximo dia 15 de outubro, sendo que, neste caso, o pedido de revisão deve ser apresentado até 15 de novembro. 

Para as supervisionadas que iniciarem suas operações após a entrada em vigor da resolução, o enquadramento inicial deverá ser apurado considerando as informações constantes do plano de negócio submetido à Susep. 

Fonte: Susep 

Quais serão os efeitos da LGPD sobre as Corretoras de Seguro?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais vai abranger as atividades relacionadas a seguro e corretagem, sendo as últimas, intermediárias nesse tipo de negociação.

Seu papel de coleta de dados vai além de um simples registro, pois são responsáveis diretas pelos dados pessoais comuns e sensíveis que são repassados através dos seus clientes.

De maneira muito prática, podemos inferir que as seguradoras, atuando como parceiras diretas nas atividades das corretoras, fazem o processamento dos dados desses indivíduos retendo-os e armazenando suas informações para definição de perfis que possam garantir, quando necessário, uma indenização compatível com os riscos relacionados aos serviços contratados.

No entanto, muitas seguradoras andam preferindo realizar a coleta dos dados pessoais dos seus clientes diretamente, após a aprovação de suas propostas junto as corretoras.

Empresas que decidem por essa alternativa, assumem o total controle dos dados pessoais dos clientes, descartando qualquer possibilidade de compartilhamento que proponha eventual desconformidade com o parágrafo 4º do art. 11 da LGPD, segundo o qual preceitua ser “vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre controladores de dados pessoais sensíveis referentes à saúde com objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses relativas a prestação de serviços de saúde, de assistência farmacêutica e de assistência à saúde, desde que observado o § 5º deste artigo, incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício dos interesses dos titulares de dados, e para permitir:

I – a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou

II – as transações financeiras e administrativas resultantes do uso e da prestação dos serviços de que trata este parágrafo.”.

Em situações como essa, a corretora teria acesso apenas aos dados comuns, repassando somente o indispensável para uma cotação mínima, mas ainda assim mantendo o registro e armazenamento destes.

Claro que nada impede que o indivíduo realize uma contratação direta junto a uma seguradora sem a necessidade de qualquer intermediação.

No entanto, ainda existem algumas vantagens em se optar pela intermediação de uma corretora:  melhores preços, melhor possibilidade e margem de negociação e adaptação das necessidades dos clientes aos serviços ofertados pelas seguradoras.

Estas corretoras, trabalhando diretamente com os titulares, clientes do seu negócio, deverão prestar à eles toda a atenção necessária, desde a coleta dos seus dados e do seu consentimento, até o final do seu tratamento, sempre informando os porquês da finalidade dessa coleta, sua necessidade (na eventual possibilidade ou não compartilhamento para fins de orçamento) e cumprindo rotineiramente os requisitos de transparência e de disponibilidade.

Por tal razão essas atividades empresariais precisarão ter ainda mais cautela em suas parcerias junto às seguradoras, pois será com elas que ocorrerão muitos dos compartilhamentos dos dados pessoais dos seus clientes.

A vez do bom segurado

Com o avanço tecnológico, seguradoras conseguem utilizar praticamente todas as informações sobre seus segurados para chegar ao preço justo de cada seguro 

A operação de seguro se caracteriza pela divisão dos prejuízos sofridos por alguns integrantes do grupo por todos os seus membros. É a velha máxima do “todos por um” transformada na mais eficiente ferramenta de proteção social. 

Ao pagar prêmio, o segurado está colaborando para a constituição de um fundo comum, do qual a seguradora retira os recursos necessários para fazer frente aos sinistros de seus segurados, além de custear as despesas administrativas e comerciais, pagar impostos e remunerar o capital dos acionistas. 

Durante a maior parte do século 20, as seguradoras trabalharam pela média dos riscos, usando padrões gerais para precificar os seguros em função do objeto, da frequência e do valor médio dos eventos indenizados. 

Não havia uma diferenciação em função do perfil do segurado ou da qualidade do risco. Automóvel era automóvel e o seguro era feito levando em conta marca, modelo e ano. Imóvel era imóvel e o seguro levava em conta a utilização e a construção. Assim como no transporte, a seguradora verificava o meio de transporte e o bem transportado. Os dados referentes a cada segurado, com as exceções de praxe, eram deixados de lado, não importando muito o seu perfil de risco. 

Para não dizer que não havia diferenciação, no seguro de veículos havia uma tabela de bônus para os motoristas que não usassem o seguro, da mesma forma que no seguro de incêndio havia a diferenciação entre riscos residenciais e riscos empresariais. Mas não havia a individualização do seguro, em função da análise do segurado e das condições do risco, como acontece hoje. 

Nesse desenho, o bom segurado pagava o custo do mau segurado. Como na precificação do seguro entravam apenas as médias estatísticas, que eram rateadas proporcionalmente ao risco de cada um por todos os segurados da carteira, não havia praticamente nenhum ganho para o bom segurado. De outro lado, o mau segurado acabava levando vantagem, na medida em que era custeado pelo fundo, que arcava com os prejuízos de todos os sinistros que ele provocasse. 

Durante muitos anos, apesar de injusta, essa foi a regra que prevaleceu, até porque as seguradoras não tinham os mecanismos necessários para sofisticar sua conta de aceitação de riscos. Os avanços de TI são recentes e, sem o auxílio da informática, era impossível a utilização dos dados individuais, de pessoas ou empresas, na precificação de seus seguros. 

Com o avanço das últimas décadas, essa situação foi radicalmente modificada e atualmente as seguradoras conseguem utilizar praticamente todas as informações sobre seus segurados para chegar no preço justo para cada seguro. 

Partindo de premissas comuns a toda a carteira, a seguradora, se valendo de questionários de aceitação de risco onde constam os dados e as informações do segurado, consegue atingir um nível de detalhamento impressionante, cujos efeitos incidem sobre as premissas básicas do seguro, individualizando a apólice de uma forma inimaginável 20 anos atrás. 

Atualmente, nem o bom segurado paga pelo seguro do mau segurado, nem o mau segurado paga pelo seguro do bom segurado. Cada seguro é aceito e precificado em função de sua individualização e suas particularidades – quem é o segurado, qual sua experiência passada, como o objeto do seguro é tratado, quais as ameaças externas que o ameaçam, quais as medidas que melhoram seu o grau de proteção, etc. 

Esta individualização não tem o dom de modificar as premissas básicas, decorrentes da lei dos grandes números e de tábuas estatísticas sobre as quais os seguros são desenvolvidos. Alguns fatores permanecem imutáveis, ainda que o segurado tenha um perfil melhor ou pior, o que permitiria que o preço do seguro fosse ainda mais baixo ou mais alto do que os limites do produto. 

A razão disto está na definição da operação de seguro, pela qual a soma das contribuições de todos os integrantes do grupo serve para fazer frente aos prejuízos que atingem alguns. Ou seja, não há como se desconsiderar o custo real da operação. 

Antonio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo 

Seguro de vida: o que você precisa saber antes de contratar um

Ao contrário do que muita gente pensa, o seguro de vida vai além da indenização por morte do contratante. 

O seguro de vida em tempos de crise sanitária significa segurança e estabilidade. A aquisição este tipo de serviço tem crescido no Brasil, mas ainda é pequeno se comparado aos países europeus e aos Estados Unidos. Mas como funciona? Quanto custa? Quais garantias ele oferece? 

Para que serve um seguro de vida? 

O seguro de vida, antes de tudo, é uma precaução para o futuro. O contrato realizado com uma seguradora tem por objetivo garantir recursos financeiros para gastos imprevistos da sua família. 

Dependendo do plano escolhido, a indenização não acontece só em casos de morte. Em caso de acidentes que causem invalidez ou doenças graves, o seguro de vida pode ser utilizados. 

É importante saber que a indenização concedida pelo seguro de vida, em caso de morte do contratante, não integra a herança. 

Quanto custa? 

O valor varia conforme faixa etária, sexo, profissão e hábitos do segurado. A contratação e planos de cobertura também variam de seguradora. 

Logo, uma boa pesquisa e indicações são importante para que você escolha o melhor seguro de vida, que se encaixe no seu orçamento e que atenda o seu interesse. 

Em quais situações pode ser solicitado? 

Em geral, as apólices fazem a cobertura de morte acidental ou natural, exceto suicídio. Mas também, asseguram financeiramente em casos de invalidez total ou parcial por acidentes de trabalho ou doenças graves. 

As coberturas dos contratos de seguro de vida são disponibilizadas nas seguintes situações: 

● morte; 

● invalidez permanente total ou parcial por acidente; 

● invalidez funcional ou laborativa permanente total por doença; 

● despesas médicas, hospitalares e odontológicas; 

● diárias de incapacidade temporária; 

● diárias por internação hospitalar; 

● doenças graves. 

O que preciso para fazer um seguro de vida? 

As regras para fazer uma apólice de seguro de vida são, em sua maioria, três: estado de saúde do segurado, idade limite de contratação e beneficiados. 

Primeiramente, será feita uma análise de saúde e estilo de vida do segurado. Fatores como histórico de doenças, alcoolismo, tabagismo e sedentarismo interferem diretamente no valor do seguro. 

É importante que todas as informações sejam verdadeira, pois em caso de falsificação ou omissão, a seguradora poderá não pagar a indenização, por ora contratada. 

Ademais, a idade limite para fazer um seguro é de 65 anos. Em alguns planos, o máximo é 60 anos. O principal motivo para essa condição é a premissa que quanto mais velho, maior é o risco de morte. Contudo, se o seguro de vida for realizada antes da idade limite da seguradora, a renovação da apólice pode ser realizada sem qualquer restrição contratual. 

Assim como o estado de saúde, a idade é usada para estabelecer o valor das mensalidades do seguro. O método é semelhante aos planos hospitalares, que variam conforme a faixa etária do assegurado. 

Vale ressaltar que a indenização do seguro de vida não integra a herança. O contratante pode escolher qualquer pessoa para ser também contemplado, indepentemente do grau de parentesco ou vínculo familiar. Também, há a possibilidade de vincular a apólice mais de um beneficiário, desde que exista essa opção no contrato. 

Seguro de vida ou plano de saúde? 

As diferenças entre seguro de vida e plano de saúde estão na finalidade da contratação. 

O plano de saúde permite acesso a atendimentos hospitalares e/ou ambulatoriais, que atendam uma necessidade imediata. Isto é, você paga mensalidades para usar quando preciso, no tempo presente. 

Já o seguro de vida é realizado visando o futuro. Mesmo que pago em mensalidades, o uso da indenização contratual só acontece em casos de morte, invalidez ou doenças graves, como já foram explicadas acima. Porém, há algumas situações ambulatoriais e hospitalares que podem ser contempladas pelo seguro de vida, dependendo da seguradora e do regime contratual 

De uma maneira prática, o plano de saúde é quase que de uso imediato, enquanto o seguro de vida é algo para o futuro. Uma das poucas semelhanças entre os dois estão no período de carência, que variam de 30 a 180 dias após a assinatura do contrato. 

Fonte: DCI 

Especialista em Vendas mostrou como vender mais seguros após a pandemia

“A transformação chegou e veio para ficar”. As mudanças nas relações comerciais e na forma de fazer negócios após a pandemia do novo coronavírus foram os temas centrais da MasterClass “Como Vender Seguros e Fidelizar Clientes no novo normal?”. Promovido pela ENS na última quarta-feira, 24 de junho, o evento foi apresentado por Diego Maia, um dos maiores especialistas em Vendas do Brasil. 

Segundo Diego Maia, a pandemia da Covid-19 trouxe uma nova realidade, um mundo novo, e muitas transformações. “A situação alterou as relações de trabalho, de consumo, pessoais, entre os clientes. Acelerou processos, como a atuação em home office, e trouxe um monte de novidades que não imaginávamos”. 

Maia ressaltou que a grande mudança ocasionada pelo coronavírus foi a tecnológica. “Estamos há quase 4 meses vivendo a pandemia e isso representa cinco anos de avanço tecnológico. Vi empresas de distribuição que sequer planejavam entrar no e-commerce e tiveram que fazer isso rapidamente para não perder negócios ou para conseguir atender o cliente com excelência”, explica. 

Com essa realidade, surgiu um novo jeito de fazer negócios e de se relacionar com os clientes, na opinião do palestrante. “A taxa com que o novo derruba o obsoleto é espantosa. Prevejo uma mudança substancial na forma como o mercado fará negócios, inclusive no formato da distribuição e vendas de seguros”. 

Como os corretores podem vender mais? 

Dentre as mudanças trazidas pelo avanço da tecnologia, Maia destaca que o acesso à informação é um fator que influencia as relações comerciais. “Hoje em dia, os clientes têm muito mais facilidade para obter informações sobre seus seguros, porque está tudo na Internet. Além disso, insurtechs e seguradoras aumentaram o uso da tecnologia para fazer negócios com seus clientes”. 

“Com as novidades e facilidades trazidas pelas insurtechs, como ficam os corretores de seguros?”, questionou o especialista. “O cliente não quer comprar seguros, mas adora se sentir protegido. O corretor já fazia isso, mas o papel decisivo a partir de agora é proporcionar a consciência de que ele é o agente de proteção da família, da empresa, do negócio, do automóvel do cliente”. 

Dessa forma, Maia afirma que é necessário haver uma mudança de postura e posicionamento. “O corretor precisa sim, conhecer toda a parte técnica, mas só isso não vai fazer pagar os boletos. Essa é uma exigência do novo normal daqui pra frente. Faça um questionamento: por que o cliente irá comprar de você, além do quesito preço?”. A resposta, para ele, é que o cliente escolhe quem oferece algo diferente. “Essa é a questão para se entender e tentar chegar nesse novo mundo. Uma nova forma de trabalhar daqui pra frente. Esse aspecto é decisivo para o profissional de seguros”. 

Ao finalizar, o especialista aconselhou os corretores a explorarem as relações humanas e oferecerem algo que vai além da tecnologia. “Descubra um diferencial único para chamar de seu. Compartilhe isso nas suas propostas. Esse diferencial precisa ser autêntico e verdadeiro, precisa ser cumprido”. 

Fonte: ENS 

Susep estende prazo até dezembro de 2020 para Corretores e Seguradoras se adaptarem à resolução 382

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) anunciou que a supervisão sobre o cumprimento da norma de conduta e transparência para o setor (Resolução CNSP no 382/2020), que entra em vigor amanhã, terá caráter educativo e de orientação até o final de 2020, sem nenhum tipo de punição, permitindo a todos os segmentos do mercado período adicional de adaptação. 

A discussão técnica sobre a abertura de informação e transparência permeia os processos normativos e grupos de trabalho há vários anos na Susep. Desde 2012, há análises técnicas na Susep sobre transparência da comissão de corretagem, com esses grupos de trabalho e propostas normativas que estabeleciam, em maior ou menor grau, a abertura da remuneração de corretores e representantes de seguro. Ocorreram recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP 2011-2012), da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) e da Organização para a 

Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no sentido de aumentar a transparência das informações, além de recente manifestação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP) reconhecendo a evolução que a Resolução CNSP 382/2020 representa para os consumidores. 

Em 2018, o Ministério Público Federal estabeleceu que fosse informado o valor pago a título de remuneração do representante de seguros, resultando na Resolução CNSP no 369. Em 2019, foi aprovada a Circular Susep no 587, prevendo que seguradoras e corretores de seguros devem informar o percentual e o valor da comissão de corretagem, sempre que estes forem solicitados pelo segurado, nos seguros de fiança locatícia. 

A Resolução CNSP no 382/2020 foi proposta pela área técnica da Susep no início de 2019 com base em estudos das melhores práticas internacionais de supervisão de conduta. Após passar por consulta pública em agosto de 2019, a medida foi publicada em março de 2020, com entrada em vigor prevista para 01/07/2020. 

A superintendente da autarquia, Solange Vieira, entende que “a suspensão dos efeitos punitivos da norma por seis meses deve ter um resultado positivo para o setor na medida em que permite que os corretores e as empresas possam adaptar seus procedimentos. Como a realidade de cada um durante a pandemia é muito particular, esta flexibilidade pode ser importante”. 

Espera-se que a disponibilização das informações relacionadas à remuneração dos intermediários ocorra por meio da proposta de seguro, documento que antecede a contratação e que estabelece, entre outros itens, o valor do prêmio comercial. 

Com a resolução, o Brasil passa a estar aderente às melhores práticas internacionais de conduta e o setor de seguros aumenta o seu nível de transparência de informações ao consumidor. 

Fonte: Susep 

Pesquisa aponta caminho para o mercado

A Veja Online informa que, com a crise do novo coronavírus, o interesse por temas como planejamento e segurança financeira já atinge 60% da população brasileira. O cenário turbulento leva a população a pensar em alternativas, como as do segmento de seguros. É o que revela um estudo da Globo sobre o comportamento desse mercado, que ainda carrega desafios como a baixa penetração, o crescimento da digitalização e a necessidade de criar uma cultura de segurados no país. 

O estudo revelou que o cenário imposto pela pandemia pode ser uma oportunidade para expandir a carteira de seguros alternativos, como o prestamista e de vida. A mudança pode, inclusive, aliviar a concentração de receita em seguros de automóveis. 

A pesquisa ainda observou que há espaço para crescimento do setor no país. Dados apontam que seguradoras e insurtechs ainda atuam na ampliação da distribuição de oferta de seguros. Digitalização dos serviços e inovação do produto também ganharam destaque. 

O time de Inteligência de Mercado da Globo levou em conta as movimentações que ocorreram na China, após o pico do surto de COVID-19, e que podem indicar mudanças no Brasil. Lá, 75% dos entrevistados incluíram seguros como uma preferência para o portfólio de investimento pessoal. 

Fonte: Veja 

Susep disponibiliza nova carteira dos Corretores de Seguros

A Susep informou nesta sexta-feira (12 de junho) quem pode solicitar a carteira digital do corretor de seguros. De acordo com a autarquia, a carteira de habilitação profissional é gratuita e já está disponível para os profissionais em situação regular no novo sistema de registro de corretores e que, portanto, já cumpriram a etapa obrigatória de identificação, por meio de foto e portando o documento utilizado no cadastro. Veja o tutorial para facilitar o processo neste endereço eletrônico. http://novosite.susep.gov.br/noticias/susep-disponibiliza-carteira-digital-de-corretores-de-segur os-via-app-a-partir-de-hoje/ 

O órgão regulador informa ainda que a nova identidade digital do corretor de seguros é parte de um processo de modernização que vem implementando em todo o setor. Segundo a Susep, com essa iniciativa, evitam-se também os custos da emissão de um documento físico, além de permitir agilidade no envio e manutenção das habilitações para os corretores cadastrados. 

O chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação da autarquia, Leonardo Brasil, explica que a nova carteira é uma demanda que nasceu de sugestões feitas pelos próprios corretores. “A interação com os corretores têm nos permitido avançar em novos serviços para a categoria”, assegura. 

Ele aponta entre as vantagens da carteira digital a possibilidade de compartilhamento rápido em contatos profissionais em redes como LinkedIn e o próprio Whatsapp. 

A Susep informa ainda que o sistema reúne atualmente 38.655 registros entre pessoas físicas e jurídicas na Susep. 

O recadastramento poderá ser feito até o dia 31 de julho. 

Fonte: CQCS 

O boom dos seguros pet: como aproveitar esse mercado?

Você já observou como o ser humano consegue estabelecer uma relação de amor e amizade com os animais? É um vínculo afetivo único. Os animais cultivam um cuidado sem igual para com os donos. Em contrapartida, os pets ganham os corações das pessoas, alguns até conquistam o título de filhos. 

Não à toa essa população é numerosa no Brasil. Segundo dados levantados pelo IBGE e atualizados pelo Instituto Pet Brasil, em 2018, eram 139,3 milhões de animais de estimação. Um número superior aos 132,4 milhões registrados em 2013. 

Considerando esse universo imenso, é fato que o segmento de pets se destaca como promissor, inclusive para o mercado seguros. Afinal, com tanto amor envolvido, as pessoas costumam priorizar e investir na qualidade de vida dos animais. 

De acordo com o relatório Pet Insurance Market Analysis & Projections to 2025, estima-se que o segmento de apólices de seguro de acidentes e doenças para pets registre um aumento de mais de US$ 8 bilhões até 2025. 

O cenário é uma oportunidade de investir na modalidade de seguros pet. 

Quer saber como incorporar esse produto, oferecendo-o como uma solução de destaque na seguradora? 

Neste post, mostramos como você pode explorar este mercado e investir na transformação digital da corretora ao mesmo tempo. 

Avance na leitura desse artigo! 

O potencial do mercado pet no Brasil 

Os dados do IBGE e do Instituto Pet Brasil revelaram, em 2018, que a população de pets está dividida em cinco grupos principais. Veja os números: 

● 54,2 milhões de cães; 

● 39,8 milhões de aves; 

● 23,9 milhões de gatos; 

● 19,1 milhões de peixes 

● 2,3 milhões de répteis e pequenos mamíferos. 

Em comum, certamente, eles recebem, além de carinho, muitos cuidados. Da compra de roupinhas, rações de qualidade até festas de aniversário e planos de saúde: a diversidade de produtos para os pets e seus donos é imensa. E os tutores não poupam: eles aproveitam, sim, essa variedade de opções. 

Tanto é verdade que, em 2018, o mercado pet faturou R$ 34,4 bilhões e registrou crescimento de 4,6% em relação a 2017. Na prática, o mercado pet cresceu quatro vezes mais que a economia brasileira, que registrou avanço de 1,1% no mesmo período. De 2013 a 2018, os dados do Instituto Pet Brasil (IPB) revelaram um faturamento acumulado de R$ 178,3 bilhões no País com produtos e serviços para pets. 

Sem dúvida, é um mercado potencial a ser considerado também pelo setor de seguros. 

Seguros pet: oportunidade para o segmento de seguros 

O estudo Pet Insurance Market Analysis & Projections to 2025 também revelou que muitas seguradoras já oferecem a modalidade de seguros pet. Porém, na maioria dos planos, do premium ao avançado, a cobertura e o custo variam conforme a idade e a raça do animal. 

Como o estudo apontou que os proprietários estão dispostos a gastar com o bem-estar dos animais e a evitar despesas caras com veterinários, a expectativa é de que o segmento amplie as modalidades de contratação de apólice. 

Para aproveitar essa oportunidade, é preciso pensar em maneiras de flexibilizar o acesso aos seguros pet, tornando o serviço mais popular. Afinal, essa tendência de de cuidado dos tutores representa, sim, uma oportunidade a ser explorada. 

Atualmente, existem duas linhas de seguros pet mais comuns oferecidas pelas seguradoras: com foco nos tutores dos animais e também nos pet shops e clínicas veterinárias. 

Independentemente do público que a seguradora pretende escolher, fundamental mesmo é pensar em simplificar o acesso e a contratação. Já que as estratégias têm sido focadas na 

transformação digital, oferecer os seguros pet de maneira prática, flexível e on-line é indispensável. 

Além disso, igualmente importante é pensar na variedade de benefícios e serviços de assistência. O leque é extenso. Veja alguns deles: 

● Transporte do animal em caso de emergências; 

● Consulta veterinária; 

● Entrega de ração na residência; 

● Aplicação de vacina em domicílio; 

● Hospedagem para o pet em caso de doença do tutor; 

● Assistência funeral. 

Corretoras já oferecem seguros pet: produtos têm boa aceitação 

No Brasil e no mundo, corretoras tradicionais e insurtechs apostam nesta modalidade de seguros. O objetivo é oferecer tranquilidade tanto para os tutores quanto para os proprietárias de clínicas veterinárias e petshops. 

No Brasil, o Bidu oferece o seguro Health for Pet, porém com cobertura limitada a grandes cidades São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e litoral paulista. São quatro opções de plano, com diferentes benefícios e faixas de preço. 

Já a companhia SulAmérica e o Bradesco Seguros oferecem seguros pet dentro do pacote de proteção residencial. 

A Liberty Seguros pensou em atender aqueles que têm a responsabilidade de cuidar dos animais dos tutores. Por isso, criou o Liberty Pet Shops, destinado para pequenas e médias empresas que atendem os pets e podem vir a ter problemas no interior do estabelecimento ou com a comercialização de produtos. 

Com o seguro, os proprietários têm condições de arcar com possíveis indenizações, internações e medicamentos necessários em decorrência de incidentes. 

Nos Estados Unidos, a companhia Metlife adquiriu recentemente a PetFirst Healthcare LLC, que já conta com 40 mil animais de estimação em sua carteira de segurados. Com a aquisição, o objetivo da Metlife é expandir as ofertas de seguros para animais de estimação no setor de saúde do grupo. 

Transformação digital: use a tecnologia para ofertar seguros pet 

Se você está pensando em ingressar neste mercado e oferecer seguros pet, é fundamental pensar em como a tecnologia pode ajudar na oferta deste tipo de serviço. 

Usando um marketplace de APIs, a corretora pode obter interfaces de aplicação para se conectar aos prestadores de serviços, como hotéis de pets e clínicas veterinárias. 

Dessa maneira, se torna muito mais fácil gerenciar as demandas de assistência dos tutores e atender os animais segurados. 

Além disso, por meio do uso das APIs os corretores podem se conectar à plataforma da companhia para comercializarem os seguros pet. 

Fonte: GR1D 

Previdência pop: para vencer crise, corretoras tentam democratizar modalidade

Corretoras e gestoras querem passar para os seus clientes ao oferecer fundos variados (multimercado, ações) com aportes iniciais ou mensais menores e interface 100% digital 

Foi-se o tempo em que previdência privada era um investimento pouco rentável e voltado para uma parte pequena da população. É essa mensagem que corretoras e gestoras querem passar para os seus clientes ao oferecer fundos variados (multimercado, ações) com aportes iniciais ou mensais menores e interface 100% digital, incluindo na realização de portabilidade, conta a CNN Brasil Online. 

O objetivo, do ponto de vista do público-alvo, é simples. Alcançar investidores mais jovens que, por conta da Reforma da Previdência, pensam em guardar recursos para o futuro; e os ‘clientes varejo’, aqueles que fazem, por questões de perfil de investidor ou financeiras, aportes menores. 

‘É um movimento de democratização da previdência que vem ocorrendo nos últimos tempos. A ordem é baixar o ticket de entrada e disponibilizar fundos para todos os tipos de clientes’, explica Henrique Diniz, diretor de Previdência da Icatu Seguros. ‘A crise aumentou a velocidade desse processo.’ 

Somam-se ainda outros dois fatores nesta equação. Primeiro, a crise do novo coronavírus, que fez com que a captação líquida da modalidade fosse de R$ 4,6 bilhões entre janeiro e abril deste ano – contra R$ 11,6 bi em 2019 e R$ 13,7 bi em 2018. E depois, a dificuldade do setor de ampliar sua base de clientes. 

Dados de abril da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país, mostram que o número de participantes da modalidade permanece estável há anos: 13,3 milhões de pessoas ou 6% da população. 

Previdência pop 

Diante desse cenário – e a fim de engajar consumidores – agentes do mercado buscam estimular novos investimentos. A Icatu baixou o preço de 75 dos seus 280 fundos até o dia 31 de julho, à procura deste público durante a crise financeira. Fundos varejo passaram a ter investimentos mínimo de R$ 100 mensais ou aportes de R$ 1 mil e os qualificados R$ 500 mensais ou aportes de R$ 5 mil. 

Outro exemplo disso, por parte das corretoras, é a Easynvest, que entrou no mercado da previdência em outubro de 2019. A empresa reduziu 80% no valor de entrada de boa parte dos seus planos, passando de R$ 5 mil para R$ 1 mil. Diminuiu ainda, em 66%, o montante mínimo para aportes mensais, baixando de R$ 300 para R$ 100. 

Fabio Macedo, diretor comercial da corretora, fala dos objetivos da empreitada. ‘Hoje, mais de 70% dos recursos da previdência privada estão concentrados em fundos de grandes bancos, rendendo menos de 100% do CDI’, diz. ‘Um dos grandes trabalhos é mostrar para investidor que ele já deu um grande passo ao aplicar seu dinheiro, mas agora precisa equalizar seus recursos.’ 

Trabalhando com essa expectativa, a instituição oferece mais de 25 fundos administrados por 16 gestores. E, ‘para fazer diferente’ dos tais fundos dos grandes bancos, apostam em opções 

de multimercado que, a depender do grau de risco, estão rendendo até 14,3% ao ano. Permitiu também que os clientes realizem as operações via mobile, o que reforça a ideia de produto desburocratizado. 

Como resultado disso, a empresa viu o volume financeiro aplicado na modalidade crescer 65% entre janeiro e junho e o número de clientes do produto saltar 59% no mesmo período. Além disso, mais de 58% das pessoas que investiram nos planos oferecidos na plataforma tem até 40 anos. 

Seguindo a mesma linha de raciocínio, a Guide Investimentos, que oferece mais de 60 fundos de previdência para investidores gerais, também decidiu baixar os preços dos aportes pelo menos até o final de julho. ‘A ideia é oferecer produtos para aqueles clientes que antes só conseguiam ingressar em fundos de renda fixa’, explica Erika Santana, analista de fundos da Guide. 

‘Essa redução incentiva uma diversificação da carteira de modo geral. É possível aplicar em uma quantidade maior de fundos com aportes menores, o que pode trazer retornos maiores do que investir em um produto só.’ E por falar em investir em mais papéis com menos recursos, a XP criou o que chama de SuperPrev, aplicando um modelo criado por Luciana Seabra, CEO da casa de análise Spiti. 

Trata-se de uma carteira teórica de ativos e gestores diversificados que forma um plano de previdência voltado, como se espera, para o longo prazo. Aqui entram produtos de renda fixa (21%), multimercados (40%), renda variável (31,5%) e investimentos globais (7,5%). O aporte inicial mínimo é de R$ 5 mil. 

Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguros, afirma que a empresa vem trabalhando para diversificar a oferta de produtos na modalidade. ‘As mudanças regulatórias permitiram que a gente pudesse ter, nos fundos de previdência, mais exposição para renda variável e multimercados.’ 

‘Isso faz com que clientes mais jovens busquem o produto e hoje a média de idade das pessoas que contratam o SuperPrev é 42 anos’, explica. ‘A previdência hoje não é um produto específico, é uma solução.’ 

Fonte: CNN 

Seguros – é hora da pacificação

Ao longo do último ano e meio, tensões inimagináveis surgiram para os participantes da atividade, criando, artificialmente, um clima pesado, desagregador e desnecessário 

Toda atividade humana, seja social, coletiva ou individual, tem impactos e oscilações capazes de interferir nos seu funcionamento. São movimentos que criam diferentes situações, com as consequentes reações, para o bem ou para o mal ou simplesmente indiferentes. 

Entre as situações mais ameaçadoras estão as tensões. Tensões de todas as naturezas. O poder acontecer, o esticar da corda, o risco de ruptura, as divergências são ameaças que afetam o dia a dia da humanidade, seja um fator de ordem natural, seja um movimento humano, coletivo ou individual. 

Tanto faz se no campo das relações pessoais ou no campo das relações coletivas, com impacto nas relações públicas ou nas relações particulares, no campo das pessoas físicas ou das pessoas jurídicas, as tensões têm o dom de criar ou exacerbar divergências e antagonismos, com potencial destruidor em diferentes escalas. 

Desde os mais remotos antepassados do ser humano, as tensões são parte inerente à vida. Aliás, elas ultrapassam em muito o gênero humano, para serem parte da vida em geral, seja no patamar que for, uma bactéria invadindo um corpo vivo ou um predador perseguindo sua presa. 

As tensões, de origem natural (a ameaça de uma erupção vulcânica) ou de origem humana (o eclodir de uma guerra), estão constantemente presentes, tanto faz se no campo social, coletivo ou individual. 

E elas podem, se não forem equacionadas, ter resultados dramáticos, como a destruição de Tróia ou as duas guerras mundiais que, no século 20, moldaram o mundo atual. 

De outro lado, se forem administradas, negociadas ou minimizadas, as tensões podem atingir picos impressionantes sem que deságuem em tragédias ou rupturas. O melhor exemplo é a Guerra Fria que, durante meio século, ameaçou a humanidade sem, todavia, jamais eclodir. E a não explosão teve como base a vontade humana de evitar o seu desaparecimento e a capacidade das partes negociarem. 

Ao longo de sua história, o setor de seguros brasileiro viveu momentos suaves e outros de intensa tensão. Em diferentes passagens, divergências naturais, consequentes da evolução dos negócios e do cenário, colocaram em lados opostos seguradores, resseguradores e corretores de seguros, cabendo às autoridades a tarefa de mediar as diferenças e, se necessário, agir para resgatar a normalidade operacional e o funcionamento harmonioso do conjunto. 

Necessário dizer que o setor – mesmo convivendo com as tensões normais da atividade empresarial – não é dos mais complicados, nem dos que se destacam pelas divergências incontornáveis, geradoras de tensões capazes de rachar a sua estrutura ou comprometer o seu funcionamento. 

Ao longo do último ano e meio, todavia, este cenário se modificou e tensões inimagináveis para os participantes da atividade ganharam vulto e estão criando, artificialmente, um clima pesado, desagregador e desnecessário. 

Ao contrário das crises anteriores, as tensões atuais têm sua origem no poder público. Em vez de preservar o bom funcionamento de uma atividade com foco social, responsável pela proteção do patrimônio nacional, que administra fundos de mais de um trilhão de reais, uma série de ações equivocadas, mal conduzidas ou desnecessárias, iniciadas por integrantes do Poder Executivo, desaguaram numa série de conflitos, enfrentamentos e, invariavelmente, derrotas das posições assumidas pelo governo, nos campos legislativo e judicial. 

Mais do que nunca é hora de baixar a bola. A sociedade brasileira necessita de um seguro obrigatório de veículos. O mercado de seguros precisa do corretor de seguros forte e prestigiado. Não tem sentido afirmações desconectadas da realidade, inclusive internacional, lançarem dúvidas a respeito da capacidade das seguradoras e da estrutura do setor de seguros brasileiro. 

A única forma de se fazer isso é através do diálogo e da negociação entre todos os envolvidos, a começar pelo governo. Resgatar a autoestima do setor é a melhor maneira de restaurar a paz, desnecessária e artificialmente quebrada, não se sabe porquê. 

*SÓCIO DE PENTEADO MENDONÇA E CHAR ADVOCACIA E SECRETÁRIO-GERAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS 

Fonte: Estadão 

Seguro que cobra só quando carro roda é boa alternativa durante pandemia

Deixar o carro em casa é essencial para diminuir os casos de coronavírus pelo país. Porém, alguns custos do veículo não foram cortados ou reduzidos durante a pandemia, como o valor do seguro. É aí que uma nova modalidade está ganhando popularidade entre os motoristas: o seguro “pay per use” – ou “pague pelo uso”, em tradução livre 

A pesquisa World Insurance Report 2020, feita pela consultoria internacional Capgemini em 22 países (incluindo o Brasil), indicou um aumento de produtos “usage based” (quando o motorista 

paga o seguro automóvel por quilômetro rodado) passou de 31%, em 2019, para 51% entre janeiro e fevereiro deste ano, já em meio à pandemia. 

Assim como vários serviços que fazem parte da nossa vida, o seguro “pay per use” só cobra quando você utiliza seu carro. Este tipo de seguro está vigente no Brasil desde agosto de 2019, quando a Susep (Superintendência de Seguros Privados) permitiu a customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e período intermitente. 

Com isso, o segurado pode contratar a proteção apenas por um período determinado. É o que acontece com o Instant, produto oferecido pela seguradora Argo. Segundo a empresa, o público-alvo são os donos de carros com menor valor. 

“Nosso foco são os veículos com valor de mercado até R$ 30 mil e que ainda não tem seguro por conta do preço. Seu custo é muito mais baixo se comparado a um seguro auto tradicional”, afirma Newton Queiroz, CEO e presidente da Argo Seguros. 

Tudo pelo aplicativo 

Pioneira neste tipo de seguro, a startup de tecnologia Thinkseg registrou aumento de 250% nas vendas do seguro pay per use em maio, frente à média mensal do último trimestre de 2019, quando o coronavírus ainda não havia chegado ao Brasil. 

“Percebemos que a maior demanda está vindo de pessoas no momento da renovação do seguro auto tradicional. O preço é o grande atrativo do produto diante da proteção ampla oferecida ao motorista. O seguro Pay Per Use (PPU) cobre acidentes, furto e roubo, de acordo com os valores previstos na tabela Fipe”, explica o CEO do Grupo Thinkseg, Andre Gregori. 

A empresa aproveitou a pandemia para reduzir o valor mensal da assinatura. A taxa fixa é de R$ 25 para veículos populares e são cobrados centavos por quilômetro rodado. 

O seguro PPU é completo e aceita veículos com valor mínimo de R$ 20 mil e máximo de R$ 300 mil, presentes na tabela Fipe. Modelos nacionais e importados e com ou sem blindagem podem ser segurados em todo o território nacional. 

Além de cobertura para roubos e furtos, o seguro auto Pay Per Use também oferece cobre acidentes de qualquer tamanho. O PPU conta com uma rede de quatro mil oficinas e presta atendimento a serviços de socorro mecânico, guincho, reboque e reparos gerais (como troca de vidro, farol, lanterna, retrovisor e para-choque) 

Todos os serviços podem ser agendados por meio de um aplicativo no smartphone. 

Fonte: UOL 

Corretoras e seguradoras alertam sobre aumento de ataques hackers

Uma matéria publicada no Valor Econômico no último dia 30/03 informa que o Brasil, que assim como grande parte dos países do mundo, enfrenta a quarentena por conta do coronavírus, está em alerta para o desdobramento de ataques de hackers às empresas, que em sua grande maioria estão trabalhando em sistema de home office. 

Por essa razão, Corretoras e seguradoras estão avisando a seus clientes sobre a relevância do seguro cyber. No Brasil, essa apólice ainda tem pouca relevância, mas cobre prejuízos causados às próprias empresas ou a terceiros decorrentes de crimes cibernéticos, em casos de vazamento de dados ou paralisação das operações. 

A Zurich, uma das companhias mais relevantes país, frente a esse cenário, divulgou um relatório que preocupa: desde fevereiro este número de ataques cresceu cerca de 5 vezes. Os ataques mais comuns são “phishing campaigns”, ofertas encaminhadas por e-mail para roubar informações; e “ransomware”, software que restringe o acesso ao sistema infectado, que só é liberado após pagamento de resgate. “Estamos trabalhando para comunicar todos os clientes sobre o aumento de exposição ao risco e ajudá-los a se proteger”, disse Hellen Fernandes, gerente de linhas financeiras da Zurich, ao Valor. 

Quem também está atuando neste cenário é a corretora Marsh, que percebeu em seus clientes mais pressa para que os contratos de seguro cyber fossem fechados. “Neste trimestre, já havia dobrado a demanda por esse seguro, devido à LGPD, mas houve pressão adicional do cliente para emitir a apólice o mais rápido possível”, contou ao Valor a superintendente de seguro cyber da Marsh, Marta Schuh. 

A corretora também contou ao jornal que há novos pedidos de cotação do seguro cyber sendo feitos, mas que quem o contratar agora pagará mais caro, uma vez que o risco agora é maior. O seguro cyber tem se tornado cada vez mais uma forma de gerenciamento de riscos, diante do impacto operacional – e financeiro – que um ataque hacker pode ter em uma empresa. 

De acordo com o Valor, no Brasil ainda há uma outra questão envolvida: as empresas teriam cobertura caso o funcionário estivesse usando o computador pessoal no lugar do que foi cedido pela empresa? Mariana Ortiz, gestora de Financial Lines, Cyber & Liability da seguradora italiana Generali Brasil Seguros, acredita que não. “Só caso os dados do funcionário sejam vazados do laptop da empresa é que são cobertos porque no equipamento corporativo haveria a implementação de softwares de segurança e de proteção de acordo com a política do grupo” 

Fonte: CQCS 

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