Empoderamento de Corretores e agentes através da inteligência artificial

Nesta quarta, dia 9, aconteceu a terceira sessão do webinar “Suitability, inteligência artificial em seguros” promovido pela Sistran. Alexandre Zanelato, superintendente executivo da Bradesco Seguros; Ronaldo Marques, diretor executivo da Icatu Seguros e Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, debateram o assunto. Os executivos da Sistran, organizadores do evento, Márcio Paes, CEO; Ricardo Lima, diretor; Joel Oliveira, diretor comercial e de alianças, e Alencar Marabiza, diretor pré-vendas e marketing, acompanharam o debate.

Ricardo Lima, diretor da Sistran,  disse que as seguradoras, corretores e os agentes estão sob pressão e que nesse cenário é fundamental apoiar e instrumentalizar os corretores para que eles tenham uma maior assertividade, produtividade e fidelidade em meio à transformação digital. “As seguradoras devem acolher corretores e agentes suportando-os com capacitações, treinamento, ferramentas e análises que sejam suficientes para execução das atividades”, ponderou.

Ele pontuou também que é preciso preparar o futuro. “Os desafios são muitos e, nesse novo cenário, os corretores precisam estar antenados aos clientes e prospecções”, ressaltou. Ele lembrou que a geração Z já nasceu digital e resolve muitas coisas dessa forma. “Temos seguradoras e bancos que possuem alta capacidade financeira para poder investir e dar suporte a distribuição para as vendas”, completou.

Já Ronaldo Marques, da Icatu Seguros, disse que de certa forma, a pandemia ajudou as seguradoras dando a elas a oportunidade de desenvolver novas ferramentas que facilitam a vida do corretor de seguros que só vai aderir à ferramenta se ela for intuitiva. 

Ele acrescentou que, por outro lado, a seguradora precisa ter essas ferramentas de vendas. “O corretor estava acostumado a sentar na frente do cliente e agora ele precisa da ferramenta para ajudar no dia a dia. As seguradoras deram um passo importante no desenvolvimento dessas ferramentas. Hoje, as seguradoras oferecem ferramentas que deixam o corretor confortável”. 

Marques ressaltou também a questão do treinamento e capacitação do corretor que precisa entender todos os detalhes da ferramenta para se sentir confortável. “Tentamos trabalhar isso na Icatu, agregar valor na ferramenta para oferecer conforto ao corretor no atendimento ao cliente”, afirmou. 

Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, disse que a pandemia igualou as gerações no quesito tecnologia. Ele exemplificou dizendo que o encontro da Sistran era remoto, com participação de pessoas. “A geração Z vai ser a geração pós-covid e vai comprar proteção após uma grande exposição ao risco e incerteza”, analisou.

Nesse sentido, ele ressaltou que as seguradoras já entenderam que o corretor é o elo humano entre a seguradora e segurado e ele está sempre aberto a ferramentas que facilitam esse acesso. Ele ponderou ainda que há agentes autônomos de investimento que querem vender seguro, mas o corretor está treinando para vender investimento. “No final das contas, o cidadão vai querer um agente de proteção”,   analisou.

Márcio Paes, CEO da Sistran, participou do evento e disse que hoje as ofertas de seguros estão mais ricas e destacou a importância da tecnologia. “Sem ofertas consultivas em que a inteligência artificial possa dar suporte ao corretor, fica mais difícil. O corretor vai ter mais engajamento à medida que entender que a tecnologia ajuda no processo de escolher a melhor solução para o segurado”, ponderou. 

Alexandre Zanelato disse que as seguradoras devem engajar o corretor no uso das ferramentas e isso é conseguido quando ele percebe a utilidades das ferramentas. “Ser útil é importante para o corretor e as empresas estão trabalhando nesse sentido e para  isso é preciso ser fluida. Temos que conhecer a necessidade do cliente”, afirmou.

Nessa jornada, ele disse que é importante atender a necessidade do cliente. Para ele, se o corretor conseguir uma solução customizada já ajuda no engajamento. “Nossos clientes precisam de soluções customizadas e os corretores precisam de ferramentas que possam ajudar nesse objetivo”, disse. Para Zanelato, o corretor precisa ser abrangente nas ofertas.  

Fonte: CQCS

Susep começará a punir corretores de seguros que não cumprirem dispositivos da Resolução 382/20

A Susep começará a punir corretores de seguros que não cumprirem dispositivos da Resolução 382/20 do CNSP a partir de janeiro, ou seja, em pouco mais de três semanas. A norma, que, entre outros pontos, torna obrigatória a divulgação sobre o percentual de comissionamento do respectivo seguro, antes da assinatura da proposta, está vigorando desde julho. Contudo, diante da forte reação da categoria e das entidades que a representam, a Susep decidiu, no final de junho, estender até o final de dezembro o prazo para corretores e seguradores “se adaptarem à resolução”.

Naquela ocasião, a autarquia anunciou que “a supervisão sobre o cumprimento da norma de conduta e transparência para o setor (Resolução 382/2020) terá caráter educativo e de orientação até o final de 2020, sem nenhum tipo de punição, permitindo a todos os segmentos do mercado período adicional de adaptação”.

Vale lembrar que essa resolução também criou a figura do “cliente oculto”, que, em linhas gerais, será um funcionário da Susep a quem caberá “pesquisar, simular e testar, de forma presencial ou remota, o processo de contratação, a distribuição, a intermediação de produtos, de serviços ou de operações”.

Desde a edição da Resolução 382/20 as entidades que representam a categoria tem questionado os termos da nota, inclusive na Justiça.

A Fenacor elaborou, inclusive, uma nota técnica recomendando que, sob hipótese alguma, o corretor de seguros assine contratos, acordos, termos de anuência e/ou outros instrumentos similares, inclusive para acesso a sistemas, que estejam relacionadas a questões e deveres a eles cabíveis ou direcionados.

A nota também instruiu o corretor de seguros a não aceitar que o percentual da comissão seja discriminado na proposta do seguro e reiterou que a Resolução 382 não estabelece de que forma deve ser disponibilizada ao cliente a informação do montante da remuneração.

Embora a Susep preveja o início das penalidades para janeiro de 2021, os questionamentos prosseguirão, seja na Justiça ou no Congresso Nacional.

Há, inclusive, um projeto de lei de autoria do deputado Lucas Vergilio, presidente do Sincor-GO e vice-presidente da Fenacor, que susta os efeitos daqueles dispositivos da Resolução 382/20 que obrigam o corretor de seguros a informar ao segurado o montante de sua remuneração e criam a figura do “cliente oculto”.

Aluguel de registro do Corretor: Prática traz muitos riscos para profissionais

O CQCS noticiou na última quarta-feira, 09, que um Corretor de Seguros, identificado como Ricardo Almeida, divulgou no OLX um anúncio com o objetivo de alugar o seu registro da Susep. Em entrevista ao CQCS, o Corretor de Seguros, advogado e vice-presidente de marketing da Fenacor, Dorival Alves, explicou quais as implicações dessa prática.

De acordo com Dorival, não há vedação expressa na lei, mas é uma situação indesejável eticamente. “Pode acarretar sérios problemas, inclusive a perda da habilitação profissional em processo administrativo sancionador já que este corretor não deterá qualquer poder na empresa”, disse.

“Muitos corretores que “alugaram” seu registro para constarem como responsáveis técnicos de uma corretora estão enfrentando sérias dificuldades financeiras e na Justiça, sendo que alguns tiveram seus registros cassados”, acrescentou Alves.

Dorival ainda explicou que, na prática, quase todas as instâncias do dia a dia da corretora estão sob a alçada desse responsável técnico, que pode pagar caro caso haja sonegação de impostos ou mesmo se o cadastro da empresa não for atualizado.

Ele alerta que o responsável técnico deve estar inteirado o tempo todo sobre a “vida da empresa”, obtendo informações sobre o pagamento de impostos, de contribuições e das indenizações.

Ainda de acordo com ele, são muitas responsabilidades para quem assume esse compromisso. “As mais perigosas são as responsabilidades civil, fiscal e tributária. Muitas vezes, o corretor de aluguel arrebenta com a vida dele. É muito importante ficar alerta para não perder seu patrimônio, por condenação judicial ou ação movida pela Receita federal, entre outros”, salientou.

Outro aviso importante dado pelo advogado é que é importante lembrar que a assinatura de propostas de seguros cabe apenas e “tão somente” ao corretor de seguros, na forma da legislação vigente. “Permitir que outros assinem esse importante documento constitui-se em clara infração passível de punição pela Susep”.

Além disso, Dorival pontuou que, dificilmente essa empresa corretora de seguros conseguirá fazer um seguro de RC profissional com a utilização de um corretor de aluguel. “As companhias seguradoras identificarão a “burla” para constituição da empresa”, disse.

Fonte: CQCS

Como vender mais Seguros Auto em 2021

O ano de 2020 foi repleto de desafios para os mais diversos setores e, no caso das corretoras de seguros, não foi diferente. 

Porém, sabemos que em momentos de crise, surgem também novas oportunidades. Oportunidades de reinvenção, novos métodos e caminhos para driblarmos as adversidades e seguirmos em frente. 

E com 2021 batendo à porta e um cenário completamente novo transformado pela pandemia do novo coronavírus, muita coisa mudou. 

Porém, um dos segmentos que vêm apresentando boa recuperação mesmo diante da crise, é o setor automotivo e, consequentemente, o mercado de seguros auto. 

Quer vender mais seguros auto em 2021? Então confira algumas dicas importantes que preparamos para a sua corretora aproveitar as novas oportunidades! 

De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), em dados divulgados em setembro de 2020, o setor de seguros arrecadou R$ 26,6 bi em julho, voltando aos níveis pré-pandemia. E um dos fatores que torna o período de início de ano especial é o aumento do poder de compra do consumidor por conta do 13º salário e suas consequências na economia.

Outro dado que vale a pena ser mencionado, este de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), é que foram comercializadas 163.083 unidades durante o mês de julho, 32,84% a mais que o anterior, demonstrando uma recuperação gradual do setor. 

Com o setor automotivo se recuperando, o que deve ser ainda mais impulsionado por conta do 13º salário, cada vez mais pessoas buscarão proteção para seus veículos, sendo esta uma ótima oportunidade para o corretor vender mais neste segmento. 

Além disso, vale lembrar também que alguns fatores externos podem contribuir para este aumento de procura pelo segmento auto. 

Com a pandemia, diversas pessoas acabaram perdendo suas rendas e encontraram nos setores de delivery e corridas via aplicativo uma forma de manter o seu sustento. 

Com seus carros e motos sendo sua principal fonte de renda, é essencial que os mesmos estejam sempre protegidos de forma a minimizar os danos em caso de acidentes, furtos ou roubos. 

Vale ressaltar também a importância de, além de buscar novos clientes e oportunidades de negócios, manter sua carteira atual, de modo a não perder uma receita recorrente mensal garantida. Para isso, é fundamental que você tenha um bom controle dos contratos com renovação próxima ao vencimento ou pendentes. 

Outra dica importante é manter-se sempre atualizado em relação a novidades no portfólio das seguradoras, tal como coberturas adicionais que podem atrair a atenção de seus clientes e aumentar as chances de concretização de um novo negócio!

Fonte: CQCS

Busca por seguro residencial salta 42% na pandemia. Vale ter ou é só mais um gasto?

Veja quanto custa um seguro residencial, em média, quais coberturas pode incluir e quais cuidados tomar na hora de escolher o seu 

Quem está seguindo as recomendações da ciência e tem o privilégio de passar mais tempo em casa na pandemia passou a sentir falta de serviços que não sentia tanta falta antes. As pessoas notaram mais a necessidade de poder contar com o auxílio de profissionais para resolver problemas corriqueiros, como um chaveiro para abrir a porta à noite, o eletricista para consertar o chuveiro que queimou na madrugada ou o encanador para arrumar o cano que estourou de repente. 

O home office fez a busca por seguro residencial saltar 42% entre março e outubro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a corretora on-line Minuto Seguros. Apesar de ainda só 14% dos domicílios brasileiros estarem cobertos por esse serviço, essa indústria arrecadou R$ 2,4 bilhões entre janeiro e setembro de 2020, 2,8% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). 

Tanto seguradoras quanto entidades de defesa do consumidor e planejadores financeiros recomendam ter seguro residencial. Apesar

de ser um custo a mais, o produto pode ser um aliado do planejamento financeiro, já que poucas pessoas têm reserva financeira suficiente para restabelecer rapidamente suas necessidades se acontecer um imprevisto em casa. 

Especialistas afirmam que o serviço é muito barato em relação ao seu benefício. Às vezes, uma única visita de um chaveiro ou eletricista, por exemplo, pode custar o mesmo valor da apólice inteira. Isso sem falar em um evento mais grave, como um incêndio ou um raio. Já pensou quanto você gastaria para repor o que tem dentro de casa e para reformar o imóvel? Muito, certamente. 

O seguro residencial custa, em média, R$ 456 por ano, de acordo com um levantamento da associação de consumidores Proteste. Porém, dependendo das coberturas e da seguradora, o preço pode ser bem menor ou bem maior. Por isso, é importante pesquisar muito bem valores e assistências incluídas — e também as excluídas, aquelas que podem aparecer nos asteriscos do contrato — antes de escolher o serviço, para não acabar pagando por coberturas que não vai usar. 

O seguro residencial pode ser contratado pelo proprietário que mora no imóvel, pelo dono que não reside, mas aluga, ou por quem é somente inquilino. O serviço pode cobrir o valor do imóvel, tudo que tem dentro dele ou os dois. Se você mora em um condomínio que já tem seguro, só precisa contratar coberturas para danos ocorridos dentro da casa ou apartamento, como móveis e eletrodomésticos. 

A cobertura básica do seguro residencial é de incêndio, raio e explosão, mas há inúmeras coberturas adicionais, como de alagamento, furto e roubo e vendaval. Há ainda diversas assistências 24 horas que podem estar incluídas, como reparos de eletrodomésticos ou atendimento de emergência a bichos de estimação.

Entre as coberturas adicionais, o professor José Varanda, coordenador de cursos de graduação da Escola Nacional de Seguros (ENS) recomenda contratar responsabilidade civil familiar, que cobre danos causados por membros da família, empregados e animais domésticos, e também pagamento de aluguel, que cobre a moradia em algum lugar se acontecer um acidente. Varanda aconselha, ainda contratar a cobertura de ruptura de tubulações, que cobre alagamentos no apartamento quando há um problema no prédio. 

Faça um inventário de tudo que você tem em casa e uma lista dos riscos que pode correr. Isso pode ajudar na tarefa de escolher as coberturas necessárias e o valor das indenizações. 

Seguros residenciais não têm carência, aquele período no qual você não tem direito a ser ressarcido. Alguns têm franquia, a parte do prejuízo que será paga por você caso ocorra algum acidente. A franquia reduz o preço do seguro, mas pode aumentar seu gasto na hora do acidente. Leve isso em conta também na hora de escolher o seguro. 

Em sites como Minuto Seguros, Bidu e ComparaOnline, você consegue comparar preços e contratar os produtos das principais seguradoras. Chamados de marketplaces de seguros, esses sites ajudam você a escolher o seguro mais adequado às suas necessidades, evitando custos desnecessários. 

Antes de contratar, leia com atenção o contrato e tire todas as suas dúvidas com a seguradora, para evitar de descobrir na hora do acidente que o serviço não cobre o que você pensou que cobria. Também não esqueça de perguntar sobre as exclusões de coberturas e de guardar uma via do contrato com você. 

“Não deixe de olhar as cláusulas de riscos excluídos com cuidado. Hoje as companhias de seguros colocam em letras maiores, em negrito, o Código de Defesa do Consumidor obriga. Para você, todosos bens podem estar cobertos, mas pode não ser bem assim. E se tiver dúvidas, pergunte antes de fechar contrato”, aconselha Varanda.

Fonte: CQCS

Como a Inteligência Artificial está revolucionando a Indústria de Seguros?

Os pioneiros dos anos 50 sonhavam com máquinas fabulosas que podiam imitar, substituir e complementar a inteligência humana – tecnologia que carrega os sentidos humanos, raciocínio e até a empatia. 

Hoje, a inteligência artificial (IA) preenche algumas dessas lacunas e foi adaptada e construída em um conjunto de ciências e tecnologias que fizeram avanços importantíssimos para aprimorar os negócios em muitos setores. 

As seguradoras, por exemplo, começaram a projetar suas estratégias de marketing e preços, bem como agilizar os processos de subscrição e sinistros, com a ajuda da IA. 

A IA em seguros engloba um conjunto de tecnologias e recursos, como por exemplo, análises avançadas, Machine Learning, redes neurais, automação inteligente, robótica, realidade aumentada, análise de texto e processamento de linguagem natural, processamento de imagem, reconhecimento de emoção, IoT e big data(entre outros). 

A seguir, alguns dos cenários em que diferentes empresas líderes no mercado global estão trabalhando hoje:

PRECIFICAÇÃO: 

Por meio de modelos preditivos (com algoritmos como random forest, linear regression, xgboost, etc.), é possível encontrar a oferta de prêmios de seguro de forma mais dinâmica e precisa. Mais especificamente, eles podem ser personalizados de acordo com os hábitos de direção, área geográfica e distância de deslocamento. Às variáveis tradicionais de fixação de preços, um novo conjunto de variáveis é adicionado para melhorar a rentabilidade da carteira. 

Essas variáveis dependem das próprias necessidades/capacidades da empresa e podem variar de preços dos concorrentes ao registro de tráfego do segurado, idade da carteira de motorista, pontuação de crédito, bem como sistemas e fontes de dados externos. O interessante aqui é o dinamismo na determinação do preço; os modelos mudam com base nos dados inseridos ao longo do tempo, então reconhecem os padrões e ajustam a taxa de forma autônoma. 

ATENDIMENTO AO CLIENTE: 

Usando emoção em tempo real e algoritmos de reconhecimento de voz, pode-se redirecionar chamadas de clientes com problemas sérios para funcionários mais experientes, impactando diretamente a retenção de clientes. 

Além disso, o uso de bots – verdadeiros agentes cognitivos – já demonstrou retornos positivos em produtividade e eficiência ao gerenciar grandes volumes de chamadas, chats ou e-mails, e sua capacidade de operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, resolve grande parte das dúvidas e reclamações dos clientes. 

SEGMENTAÇÃO E VENDAS:

Com o uso de redes neurais – aprendizado baseado em árvores de decisão (decision trees), classificadores e tecnologia de big data – é possível melhorar a segmentação e o perfil de clientes e leads. 

Com isso, ganha-se uma melhor compreensão dos clientes por meio de suas preferências de compra, interações com os pontos de contato da empresa e o uso de dados de fontes externas (por exemplo: redes sociais). 

Isso pode nos fornecer informações vitais para cross-selling / up-selling, fornecendo melhores recomendações de compra e, em geral, melhorando a experiência do cliente. 

Outro exemplo viável envolve a detecção de relacionamentos internos significativos entre clientes e leads (pai-filho, cônjuges, parceiros, etc.), de modo que o tratamento de reclamações e cotações possa ser melhor posicionado para eles. 

ASSINATURA: 

A análise preditiva nos ajuda a avaliar o risco de cada cliente potencial ou objeto segurável, permitindo aos segurados de baixo risco a possibilidade de obter melhores taxas. Isso pode ser feito por meio de técnicas de agrupamento, bem como considerando pontuações individuais e combinadas para diferentes classificações de risco de seguro. 

Analisar e processar imagens pode acelerar ainda mais o processo de inspeção. E usando as informações da pessoa, tanto recentes quanto históricas, privadas (como fumar ou ter um problema cardíaco) e financeiras, conclui-se que a integração da pessoa e da política em questão de minutos e de uma forma totalmente digital.

FRAUDE 

A aplicação de modelos preditivos neste processo não só possibilita a concentração do esforço humano nos casos de fraude mais prováveis (reduzindo os casos de falsos positivos e aumentando o sucesso da gestão), mas também possibilitaria a mudança da abordagem de compensação. 

Combinando um profissional experiente com um bom modelo de tratamento de fraudes, o tempo de resolução do sinistro pode ser reduzido para segundos ou minutos, utilizando a automação para pagamento de indenização ou concluir o pedido de conserto na oficina mais próxima, instantes após a reclamação. 

AQUISIÇÃO E CANAIS: 

Pode-se utilizar a análise de regressão, árvores de decisão, classificadores e agrupamento para identificar clientes potenciais e priorizar leads, melhorar as campanhas de marketing e, por sua vez, atribuir os melhores agentes com base nas preferências do cliente. Também é possível prever a probabilidade e a propensão do agente de vender e identificar áreas e mercados-alvo mais interessantes a serem desenvolvidos. 

ART: 

Muitas empresas de risco ocupacional estão mudando seu modelo de prevenção para um de previsão, acreditando que “se for possível prever com precisão um acidente, será possível evitá-lo.” 

Existem estudos onde a análise de um conjunto de dados (mais de 112 milhões de observações de segurança e os 15.000

incidentes/acidentes a eles associados) permitiu prever os incidentes antes que ocorressem, com elevados níveis de precisão. 

RETENÇÃO: 

É fato que a retenção de clientes é sempre mais barata do que a aquisição, razão pela qual muitas empresas estão usando dados estruturados/não estruturados, redes neurais recorrentes e a combinação de modelos preditivos para identificar políticas em risco e a probabilidade de perder um cliente. Isso permite a execução de estratégias de retenção antecipada. 

SINISTROS: 

Por meio de experiência digital (foto e vídeo, reconhecimento de imagem e modelos de previsão de fraude), é possível reduzir o tempo médio de resolução de sinistros para poucos dias e reduzir o custo de verificação de danos e avaliação de sinistros em até 60% nas seguradoras, tanto no segmento automotivo e em outras áreas de risco. 

A inteligência artificial pode identificar peças danificadas de carros ou casas, pesquisá-las em um catálogo de nuvem e calcular o custo de reposição. Além de reduzir custos administrativos, o impacto na experiência do cliente, novamente, é inestimável. Já está claro que os aplicativos são infinitos e nossa lista apenas arranha a superfície, uma vez que eles dependem do foco estratégico de uma empresa individual e dos casos de negócios sobre os quais são construídos. 

Por fim, como em qualquer projeto, é importante lembrar que os fatores de sucesso dependem do patrocinador interno, visão de longo prazo, alinhamento estratégico, capacidade de construir e

incorporar esses tipos de soluções, alianças com parceiros experientes, comprometimento e monitoramento constante.

Fonte: CQCS

Seguro de vida pode ajudar pacientes em tratamento de câncer

O câncer de próstata já acometeu mais de 1,3 milhão de homens em todo o mundo. Para quem recebe um diagnóstico tão difícil como esse, poder contar com um amparo financeiro é extremamente importante, afinal, o tratamento acarreta gastos não previstos. Uma das maneiras de garantir esse amparo é adquirindo a um seguro de vida, ferramenta que também oferece coberturas específicas para doenças graves – entre elas o câncer de próstata. 

O produto concede uma indenização em vida para que os segurados realizem o tratamento ou utilizem o dinheiro como acharem melhor nesse período. Assim, os clientes conseguem manter o equilíbrio do orçamento familiar enquanto cuidam da saúde. “É uma maneira de proteger a si mesmo e a todos os seus dependentes de uma perda financeira, que nestes casos geralmente é muito maior que o custo de um seguro de vida”, afirma Fernanda Pasquarelli, diretora de Vida e Previdência da Porto Seguro. 

O seguro de vida pode ser contratado diretamente com um Corretor, profissional apto a esclarecer todas as dúvidas do consumidor, levantar as necessidades específicas de cada cliente. 

Informações adicionais podem ser encontradas no site: www.portoseguro.com.br/seguro-de-vida/vida-individual.

Fonte: CQCS

ANS divulga mudanças nos reajustes de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou ontem (19) que os planos de saúde deverão reajustar os valores de 2020 através de 12 parcelas, a partir de janeiro de 2021. As informações foram dadas pelo G1, em matéria publicada no último dia 19, quinta-feira. 

A Diretoria Colegiada da entidade estipulou que as mensalidades podem ser reajustadas, mas operadoras devem discriminar a cobrança de forma detalhadas nos boletos. Eles precisam conter o valor da mensalidade, mais o valor da recomposição e quantas parcelas ainda serão cobradas. 

Suspensão dos reajustes 

A suspensão é válida até o fim de 2020 para reajustes anuais ou por mudança de faixa etária, em todas as modalidades – individual, familiar, coletivo e empresarial. Entre entre maio e julho de todos os anosm a Diretoria Colegiada da ANS define o percentual máximo de reajuste dos convênios. Ficou decidido que, em 2020, fica desautorizado o aumento. 

A suspensão das correções favoreceu mais de 20 milhões de beneficiários. No entanto, ficaram de fora, de acordo com a agência, contratos antigos – que não se adequam à Lei nº 9.656/98 – e planos coletivos empresariais que já tivessem negociado reajuste até o fim de agosto ou em que a própria empresa preferiu não ter o reajuste suspenso. 

Para planos antigos, ficaram estabelecidos os seguintes percentuais máximos de ajustes: 

Amil: 8,56% 

Bradesco: 9,26% 

Sulamérica: 9,26% 

Itauseg: 9,26%

Fonte: CQCS

Pandemia acelerou inovação e levou o mercado de seguros a se reinventar

Apesar de todas as suas trágicas consequências em todo o mundo, a pandemia também foi uma oportunidade para o mercado de seguros acelerar seus projetos de inovação, além de se reinventar em vários aspectos. Em síntese, essa foi a mensagem deixada pelos convidados da sexta e última parada do “CQCS Innovation Latam”, realizada nesta quinta-feira (19), que reuniu cerca de 3 mil inscrições. O evento, que teve como tema central “Como o coronavírus mudou o mercado de seguros”, contou com as participações de Caribou Honing, chairman e co-fundador do Insuretech Connect; Edson Franco, CEO da Zurich; Tatiana Mattar, diretora de Novos Produtos da Pottencial Seguradora; além de Evandro Sales, CFO da Quiver, que foi a “Insurtech do mês”. O moderador foi o fundador do CQCS e idealizador do CQCS Innovation Latam, Gustavo Doria Filho.

Todos os participantes também manifestaram otimismo quanto ao que pode surgir no pós-pandemia. “Estou otimista. A pandemia representa uma mudança de plataforma que afeta não apenas o seguro, mas os negócios como um todo e a vida de todo mundo, É como que se fosse um terremoto ou a movimentação das placas tectônicas, que acabam criando um continente novo. Foi assim quando surgiram, os computadores, depois, a Internet, em seguida, o smartphone e outras mudanças. Todas mudaram os negócios e a

vida. A Covid veio, então , como uma mudança de plataforma. Tivemos que rever suposições que eram robustas e como a gente faz a abordagem das coisas que se tornam obsoletas. Não podemos mais fazer o mesmo da mesma maneira”, comentou Caribou Honing. 

Ele acrescentou que, no setor de seguros, estão ocorrendo mudanças sobre como lidar com sinistros, sem a necessidade de se levar uma pessoa para a inspeção, e o seguro de vida. “Novas oportunidades surgem para seguradoras oferecem novos serviços para clientes e corretores. É importante, agora, repensar os produtos ofertados. È preciso enfrentar a crise com espírito de reinvenção”, acentuou. 

Para ele, as mudanças que estão ocorrendo também afetam o corretor de seguros. Em resposta a pergunta feita pelo chat do evento, alertou que a categoria não deve se preocupar tanto com os reflexos das inovações tecnológicas, como os carros elétricos e veículos sem motoristas, mas com o avanço da indústria automobilística do mercado de seguros. 

Na visão de Caribou Honing, a melhoria que temos visto com a autonomia dos veículos, carros elétricos e até o envelhecimento da população traz implicações para o corretor, mas o impacto mas não ocorrerá ser tão relevante em 10 ou 15 anos do ponto de vida do seguro. “Acho que merece mais atenção o fato de fabricantes de carros começarem a ver o seguro como uma oportunidade de negócios. A Tesla tem falado no seguro próprio; outra seguradora fez parceria com a Porshe para seguro especifico para os carros dessa fábrica e a GM já colocou o pé no mercado de seguro. Então, não interessa a tecnologia, o que importa é que eles têm cadeia, dados e canal de vendas. O seguro é oportunidade para as fábricas de veículos. A venda direta não é a ameaça maior para os corretores. Mas, o seguro embutido na venda do carro pode ser uma preocupação, sim”, alertou.

COMPORTAMENTO. 

Já Edson Franco afirmou que a pandemia trouxe a necessidade de novos produtos e serviços para atender as mudanças no comportamento do cliente. “Houve um aumento do interesse de proteção, especificamente no ramo vida. O momento é de busca de produtos que garantam a proteção, o bem-estar e por serviços online. Foi também de certa forma surpreendente o comportamento do cliente, agora mais voltado para questões sociais, em se importar com o que a seguradora faz pelo planeta e se é sustentável. Já havia isso, mas a Covid acelerou essa tendência”, comentou Franco, que também é presidente da FenaPrevi. 

Ele disse ainda que algumas tendências mais comuns nas gerações mais novas, agora atingem toda a população. “Houve uma aceleração de tendências. O que apenas os millennials queriam, agora também é desejado por clientes de 72 anos ou de qualquer geração. O aumento da busca por comodidade, hoje, não depende mais da geração. Todos querem. Pessoas agora buscam cobertura para o que não prestavam atenção”, frisou. 

Segundo Franco, pesquisa realizada pela Zurich identificou a maior necessidade de proteção e prevenção por parte dos clientes, agora muito mais preocupados em proteger a si mesmo e a família. 

Nesse contexto, na visão dele, os corretores ganham ainda mais importância para os consumidores. “No seguro, particularmente no Brasil, a intermediação feita com corretor sempre será valiosa e valorizada, porque os conselhos são cada vez mais importantes. Principalmente agora, que as pessoas buscam conselhos. Há transformação nas seguradoras e na corretagem, mas não pode haver transformação digital que tornem as empresas menos humanas. Isso serve apenas para garantir maior eficiência e melhorar experiências do usuário. O corretor pode ser eficientes digitalmente,

mas sem perder o seu principal capital que é a relação direta com os consumidores” observou Franco. 

OPORTUNIDADE. 

Por sua vez, Tatiana Mattar, listou alguns pontos positivos que foram acelerados pela pandemia. “A crise está sendo uma grande oportunidade para a inovação e a reinvenção. Estamos saindo mais fortes da pandemia. A Pottencial manteve as pessoas empregadas, está crescendo mais de 12% em comparação a 2019 e está atingindo os objetivos. Reinventamos a comunicação e processos, aumentamos o portfólio de clientes e, novos corretores querem fazer negócios conosco”, comemorou. 

De acordo com diretora de novos produtos da Pottencial Seguradora, a Covid acelerou os projetos que a empresa planejava implementar em 2020 e os resultados têm sido favoráveis. A seguradora criou um “comitê de crise e de oportunidade” que a está ajudando a sair mais forte da pandemia. “ A Pottencial tinha decidido investir em tecnologia. Fizemos tudo o que estava planejado, mas de maneira mais rápida, revisando custos e as oportunidades para atingir objetivos estabelecidos. Ligamos e convidamos os corretores a participarem das tomadas de decisões. Foi uma mudança muito relevante para a companhia”, revelou, acentuando que a Pottencial está consolidando sua posição de líder no ramo garantia e de segundo lugar entre as seguradoras mais rentáveis no Brasil, com taxa robusta de crescimento. 

Do ponto de vista corporativo, a companhia tornou mais flexível o horário de trabalho para assegurar aos funcionários mais qualidade de vida, usando um banco de horas, e ainda a forma de contratação. “Agora, podemos contratar pessoas em qualquer lugar do mundo, para trabalhar de qualquer lugar. É uma grande mudança de paradigmas”, asseverou.

INSURTECH. 

Evandro Sales, CFO da Quiver, também demonstrou otimismo quanto aos efeitos da pandemia nos negócios da empresa e no desenvolvimento do mercado. 

Segundo ele, as mudanças que ocorrem vão ao encontro do foco de atuação da Quiver, sempre direcionado para soluções tecnológicas para facilitar o gerenciamento dos negócios e facilitar o cotidiano dos clientes. “Temos, hoje, 53 mil usuários registrados, 38 terabytes de volume de dados armazenados, quatro milhões de clientes de todas as soluções, com quase seis milhões de apólices e R$ 29,1 bilhões de prêmio nos últimos 12 meses”, listou o executivo da “Insurtech do mês”. 

O cenário de mudanças acelerou também a busca de novas soluções de de gerenciamento, multicálculo e de benefícios em um ano classificado por ele como “muito especial e estranho, com muitas mudanças e que alterou a forma de trabalhar”. 

Para atender aos corretores, seguradores e demais clientes, a Quiver antecipou dois lançamentos de soluções. 

A primeira foi o Quiver on, voltado para pequenos corretores de seguros e seguradoras. “Essa solução ajuda o corretor a vender online e dá suporte na cotação. Isso abre novas oportunidades para os corretores para que possam ampliar a sua maneira de trabalhar, mudar a abordagem, prospectar clientes e entender novos formatos que podem usar para vender”, comentou Sales. 

O outro produto é o QuiGo Quiver, que ajuda pequenos e médios corretores de seguros. Ele explicou que essa solução que foi desenvolvida especificamente para o corretor, elimina várias etapas dos processos e não tem entrada manual, pois todo o processo é

online com interface intuitiva para o corretor. “Fizemos entrevistas e constatamos que o trabalho do corretor corresponde a 90% da renda de suas casas. Eles dependem disso e com o impacto intenso da pandemia, em vários setores, é preciso buscar caminhos para melhorar a realidade do corretor”, concluiu. 

EMOÇÃO. 

O moderador do evento também demonstrou grande emoção ao falar da última parada do evento. Gustavo Doria Filho fez uma rápida descrição sobre as etapas realizadas este ano e cuja organização foi acelerada em razão da pandemia, que obrigou a realização de um evento virtual, ao contrário do previsto. “Decidimos fazer online e criamos o CQCS Innovation Latam, um evento trilingue com seis paradas. Este foi o melhor do ano do CQCS”, frisou Doria, que agradeceu o apoio dos conceituados participantes e também dos patrocinadores. 

Fonte: CQCS

Novas regras no seguro seguem a lei da liberdade econômica

O mercado tem pouco mais de uma semana para elaborar sugestões referentes à consulta pública realizada pela Susep visando a editar novas regras para a estruturação e comercialização de contratos de seguros para cobertura de grandes riscos. Através dessa consulta, que termina no próximo dia 09 de outubro (sexta-feira), a autarquia quer ouvir a avaliação do setor privado sobre os dispositivos incluídos na minuta de resolução que trará mudanças profundas, oferecendo maior liberdade para o desenvolvimento de produtos. 

A Susep realizou mais uma webinar para discutir essa proposta, na sexta-feira passada. Na ocasião, a superintendente do órgão regulador, Solange Vieira, voltou a afirmar que as mudanças trarão um intenso desenvolvimento do setor, através da maior liberdade para o mercado. “Aliás, a lei da liberdade econômica estabelece que o setor privado estabeleça suas regras”, lembrou.

Já o coordenação-Geral de Grandes Riscos e de Resseguros da autarquia, Diogo Ornellas, enfatizou que a futura norma será diferente e tudo o que a Susep fazia. “Antes, eram regras prescritivas para o setor. Mas, entendemos que no grande risco existe demanda pela flexibilização, em aderência à lei de liberdade econômica. Agora, o viés é menos prescritivo, exclusivamente grandes riscos”, salientou. 

No evento, a Susep deixou claro que o foco será direcionado para a simplificação dos contratos de seguros de grandes riscos para que se possa ampliar a oferta de produtos e serviços e reduzir custos. “Até 2023, queremos simplificar a regulação do mercado de seguros para que se crie um ambiente favorável à concorrência”, sintetizou o diretor da autarquia, Danilo Moura. 

Fonte: CQCS

Qual é a importância do Seguro Garantia para as empresas?

O Seguro Garantia é uma forma de garantir o fiel cumprimento das obrigações que forem assumidas pelo Tomador perante o Segurado, podendo ser utilizado, inclusive, para garantir exigências contratuais. De acordo com dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), as modalidades de garantia e crédito geraram um volume de receita da ordem de R$ 2,2 bilhões no acumulado de janeiro a junho, e um aumento de sinistralidade de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. 

A Deal Seguros, corretora independente com atuação exclusiva no segmento corporativo, apresenta os principais produtos desta modalidade e destaca a importância das empresas

investirem nesse tipo de seguro não só pela segurança financeira, mas também para manterem sua estabilidade. Confira os principais produtos comercializados pela corretora: 

O Seguro Garantia Judicial, por exemplo, pode ser utilizado em processos de natureza cível, trabalhista e fiscal. Este seguro é uma excelente alternativa para que as empresas mantenham seu caixa intacto no caso de processos judiciais que exijam pagamentos em juízo. O seguro garante esses pagamentos até que o processo seja concluído e o dinheiro da empresa pode ser direcionado a outras atividades prioritárias. 

O Garantia de Depósito Recursal serve para que a empresa possa recorrer de processos judiciais trabalhistas, garantindo a indenização do processo e da sentença, se houver condenação. Como esses processos costumam demorar para serem resolvidos, o empresário que contrata este seguro não precisa ficar com o dinheiro parado em juízo antes da sentença final, o seguro de depósito recursal, funciona como a garantia necessária. 

Já o seguro de Garantia de Licitações é ideal para empresas que participam de licitações e que, consequentemente, encontram o pedido de garantia nos editais. O produto serve para habilitar a participação do tomador no certame e validar a proposta apresentada. Trata-se de uma opção que apresenta baixo custo e evita imobilização de recursos financeiros. 

A modalidade de Garantia de Compra e Venda de Energia é utilizada quando as empresas consumidoras de energia no mercado livre contratam apólices para garantir os termos do contrato. Os fornecedores que cadastram a empresa contratante junto à CCEE exigem o seguro como segurança do pagamento da energia. 

De acordo com Ricardo Géo, sócio-fundador da Deal Seguros, o Seguro Garantia tem sido uma alternativa muito utilizada para garantir obrigações contratuais ou até mesmo em discussões judiciais. “As empresas dos mais variados tamanhos e segmentos encontraram no Seguro Garantia uma forma prática e econômica de apresentarem a garantia necessária e assim evitar imobilizar recursos, destinando capital para outras finalidades e operações.”, concluiu. 

Fonte: Konta Azul 

Seguro de Vida não faz parte da herança em caso de falecimento do segurado

O site Jornal Jurid levantou um questionamento sobre a possibilidade do seguro de vida fazer parte da herança em caso de falecimento do segurado. De acordo com o portal, na óptica do Direito Securitário, necessário se faz a explanação sobre o assunto. 

De acordo com o site, para debater a temática sobre se o seguro de vida faz parte da herança em caso de falecimento do segurado, é importante observar o artigo 794 do Código Civil, que afirma: “No Seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado, nem se considera herança para todos os efeitos de direito”. 

A indenização de uma apólice de seguro nada mais é do que um direito subjetivo do beneficiário. Sendo assim, não compõe o patrimônio do segurado, ou seja, a indenização não

fica obrigada a cobrir eventuais dívidas do segurado e também não compõe a herança pelo mesmo fundamento. 

O valor do capital segurado também não pode ser considerado como parte do patrimônio do segurado e consequentemente não fará parte do inventário, ainda que, em caso de morte, haja ausência de um beneficiário, respeitando a regra do artigo 792 do Código Civil: “Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário, ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente, e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação hereditária”. 

FOnte: CQCS 

Em nova aposta, Susep acredita em salto tecnológico 

A partir de novembro, inicialmente no seguro garantia, entra em vigor o Sistema de Registro de Operações (SRO) que dará à Susep capacidade de acesso a informações das seguradoras em tempo real, o que facilitará o controle de riscos. Segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico, esse modelo poderia ter identificado quase instantaneamente a exposição das seguradoras no rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) ou na recuperação judicial da Odebrecht, por exemplo. Nos dois casos, foram precisos seis meses para a coleta manual de dados. “Situações como a do desenquadramento do IRB também seriam mais visíveis, ainda que a regulação não alcance, por enquanto, os resseguros”, completa o texto da reportagem. 

As apólices serão cadastradas em centrais registradoras no momento em que forem geradas. Atualizações serão feitas sempre que houver um sinistro. Atualmente, a Susep recebe os dados com defasagem de um mês. “Hoje, temos os dados, mas não as informações”, diz a superintendente da Susep, Solange Vieira, para quem a SRO vai melhorar a comunicação entre Susep e empresas, derrubar preços e ajudar a dobrar o mercado de seguros num prazo de cinco anos. 

Ela acrescenta que a tecnologia permitirá que as seguradoras ousem mais nos produtos, pois o SRO permite “enxergar melhor os clientes” e precificar perfis específicos de forma mais adequada, o que deve gerar “produtos mais baratos”. A Susep também acredita que a tecnologia também vai facilitar o “open insurance” e a portabilidade de apólices. 

A autarquia estuda ainda criação de uma central de apólices que poderá ser consultada pelos segurados. Falta apenas definir o formato, levando em conta que o acesso aos dados requer todo o cuidado. 

No futuro, a Susep pretende trazer para o mercado brasileiro o mercado de títulos vinculados a seguros (ILS, na sigla em inglês), comum em países como Estados Unidos. São papéis geralmente ligados a catástrofes naturais, em que as seguradoras ou resseguradoras dividem riscos com investidores. Com essa ferramenta, uma seguradora do ramo de auto poderia emitir um ILS de enchente, por exemplo.

CONCORRÊNCIA. 

Três empresas estão homologadas para fazer o registro das apólices: B3, Central de Recebíveis (Cerc) e CSD. 

Os modelos de negócio das registradoras preveem a oferta de serviços associados ao registro em si, cujo preço é baixo – a estimativa é que custe o equivalente a 0,01% do valor da apólice. 

Na B3, a proposta é criar uma “infraestrutura para o mercado securitário”, o que inclui o SRO e outras frentes de negócios em desenvolvimento, afirma Ícaro Leite, superintendente de produtos de seguros, acentuando ainda que o novo sistema aumenta a transparência do mercado e vai beneficiar o consumidor. 

O mercado, em linhas gerais, aprova a novidade. O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, por exemplo, considera a adoção do registro positiva, já que vai melhorar a capacidade de supervisão da Susep e o controle de riscos. Contudo, ele faz algumas ressalvas que preocupam o setor, como a preservação do sigilo das informações pelas credenciadoras. “Informação é o maior ativo de uma seguradora”, argumenta. 

Preocupa ainda o fato de não estar ainda claro quais dados serão solicitados. Segundo Coriolano, sem isso, fica difícil saber se de fato haverá redução de custos. de observância sob o novo sistema, como alega o regulador. 

De qualquer forma, ele acredita que, em um primeiro momento, o SRO trará mais custos, pois será necessário continuar pagando a taxa de fiscalização da Susep, investir em novos sistemas e pagar as credenciadoras. “A gente precisa sair do FIP, que fique claro. Mas a primeira etapa deveria ter sido especificar que informações serão solicitadas”, alerta o presidente da CNseg. 

Já o presidente da Pottencial, João Géo Neto, adianta que a companhia fará o registro das novas operações a partir de novembro, mas ao longo do tempo o estoque também será atualizado. A empresa emitiu 100 mil apólices de grandes riscos no ano passado e deve repetir esse patamar em 2020. “Acredito que seja um caminho para começar a se falar sobre open insurance. Empresas internacionais e insurtechs começarão a ter interesse pelo mercado brasileiro, que ainda é concentrado”, diz o executivo. 

Fonte: CQCS 

Lei autoriza o governo a contratar seguro para alguns profissionais

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) promulgou nesta segunda-feira (dia 28) a Lei 9.021/2020 que autoriza o governo estadual a contratar seguro de vida para os profissionais da área de Saúde e Segurança Pública durante a vigência do decreto de calamidade pública decorrente da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro. A informação é de uma notícia publicada no Yahoo Notícias, ontem, 29. 

O Site também informou que policiais civis e militares, bombeiros militares, inspetores, agentes penitenciários e do Departamento de Ações Socioeducativas (Degase) fazem parte do grupo que terá acesso ao seguro. 

“A Alerj reconhece o valoroso trabalho de homens e mulheres da Saúde e Segurança Pública, que diariamente arriscam suas vidas, especialmente nesse momento da pandemia Covid-19”, disse Rosane Felix. Assinam a coautoria da lei os deputados Vandro Família (SDD) e Rodrigo Amorim (PSL) ao Yahoo. 

Fonte: CQCS 

Carteira de Auto sofre transformações e o Corretor precisa estar preparado

O mundo está mudando rapidamente, processo acelerado pela pandemia do coronavírus, e a carteira de seguros de automóveis também sofre mudanças profundas que se estenderão pelos próximos anos. O corretor de seguros obviamente também será atingido por essas transformações e precisará estar devidamente preparado para atender às novas demandas do consumidor. Essa avaliação foi manifestada nesta quarta-feira (30/09), por grandes especialistas reunidos na quarta parada do “CQCS Innovation Latam” que teve mais de 2.500 inscritos e trouxe o tema “O Seguro Auto para as Próximas Gerações”. Um deles foi o diretor Geral da Bradesco Auto/Re, Ney Ferraz Dias, segundo o qual, para não perder clientes, o corretor terá que trabalhar como um consultor de risco, aconselhando novas coberturas para o cliente, seja para a vida, a saúde ou a residência. “O corretor deve ter papel mais abrangente. Há muito espaço para encontrar novos clientes como consultor de riscos também no ramo auto. Mas, as seguradoras precisam ajudá-lo a ajudar o cliente, a melhorar as apólices que podem oferecer, porque o segurado pode precisar especificamente de pequenas manutenções e reparos ou de algumas assistências. Além disso, há a questão da responsabilização de

terceiros. No Brasil, o valor média da cobertura de RCF é de R$ 60 mil, claramente insuficiente para a maioria dos clientes.”, exemplificou o executivo 

Ele acrescentou que nos próximos 10 anos, o ramo auto enfrentará muitos desafios e mudanças tecnológicas. Mas, assegurou que o novo contexto permitirá às seguradoras oferecer ao cliente e corretores melhores experiências e operação aprimorada. 

Dias observou que, com a pandemia, consumidores mudaram seus hábitos, pois, agora, se sentem mais seguras nos seus veículos. “Esse quadro não deve permanecer por muito tempo. Mas, pode voltar no futuro. E a preocupação com a possibilidade de essa situação ocorrer novamente é fator novo para o setor”, salientou. 

O diretor da Bradesco Auto/Re frisou ainda que as novas gerações não querem ter o próprio veiculo. Os mais jovens esperam formar famílias e estarem estabelecidos para somente então pensar no carro. 

Em contrapartida, muitas pessoas já estão pensando em não trabalhar mais em escritórios ou mesmo em morar em cidades menores, optando pelo home office. Com isso, fica mais difícil compartilhar o uso de veículos e cresce a utilização do próprio veículo. Outra mudança que se refletirá no comportamento da carteira. 

Para ele, a utilização em massa de veículos autônomos ainda vai demorar, se consolidando apenas em 2034. “Há, então, um longo caminho para pensarmos com base nos tipos atuais de seguros”, observou. 

Com relação aos seguros sob demanda, ele comentou que boa parte dos clientes não percebe o benefício e acha “muito invasivo”. 

Quanto aos reflexos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Dias disse que haverá sofisticação em como são mantidos os dados dos segurados, mas também haverá limitação das informações disponíveis, o que deverá ter impacto sobre como as apólices serão oferecidas no futuro. 

Por sua vez, Carlos Ricci, Head Motor Solutions & Transactions da Swiss Re, abordou estudos realizados pela resseguradora, incluindo o que aponta que apenas 20% da frota de veículos dos cinco maiores mercados da América Latina têm seguro. “Essa é uma excelente oportunidade para o mercado”, destacou. 

Para ele, antes da pandemia, ainda em 2019, o mercado “funcionava normalmente”, enfrentando desafios de competitividade, oscilação de preços de acordo com os lucros apurados no exercício anterior e tentativas de melhorar a experiência do cliente. Depois, já em 2020, tudo mudou, com queda acentuada na venda de novos carros e, portanto, menos unidades para segurar, e aumento da frequência e da gravidade de sinistros, por conta da não realização de manutenção correta durante a quarentenas. “Outro impacto é econômico. Muitas empresas fecharam as portas e demitiram e isso reduz a compra de seguros tradicionais”, acrescentou. 

Diante desse quadro ele enxerga uma tendência de aumento do custo dos sinistros em 2021 e a consolidação de três conceitos que não apareciam antes e afetam o mercado de seguros: o teletrabalho, com várias pesquisas mostrando que 50% das empresas avaliam manter mesmo após o fim da pandemia, o que também muda a forma de dirigir. a economia compartilhada; e a micro mobilidade, conceito que engloba bicicletas e patinetes elétricas. “Haverá a reação

intensa das seguradoras para se adaptarem de acordo com as necessidades e a focarem no que é mais importante. São três vetores que guiam isso: o mercado agora está olhando segmentos que não olhava; novos produtos para segmentos que não eram pensados; e soluções para segmentos não explorados “, listou. 

Nesse cenário de fortes mudanças, ele crê ainda que as seguradoras vão agir para reter os clientes, com produtos que satisfazem e olhando “além do tradicional”. 

Ele afirmou também que, com a pandemia, as receitas das seguradoras no ramo de ramo de veículo chegaram a cair de 30% a 50% em alguns casos. E ninguém sabe ainda o que virá agora. “É ponto de interrogação. Temos que descobrir juntos. Em vez de produtos mirabolantes, temos que pensar em jornada interessante para o cliente. E aproveitar a experiência de que já trabalhou naquele projeto que você quer desenvolver”, aconselhou. 

Já Bill Powers, fundador e CEO da Cambridge, empresa de telemetria que domina 63% do mercado mundial, revelou que o futuro da carteira de automóveis será fortemente influenciado por fatores como a telemetria, a inteligência artificial e a questão da mobilidade. “Nossa missão é tornar estradas e motoristas mais seguros. Temos mais de 50 programas em 30 países, com diferentes produtos como o driveWell para que pessoa seja recompensada por comportamento mais seguro. Isso ajuda as seguradoras a reter clientes”, comentou. 

Segundo ele, o cliente será favorecido por esse futuro em que a análise comportamental poderá definir o valor pago pelo seguro. 

Outro programa citado por ele é o Claims, que permite o alerta de colisão em tempo real. 

Powers salientou também que as empresas que só têm soluções para smartphone terão limitação sobre o que podem oferecer para seguradoras e segurados, especialmente porque há pessoas que não dirigem muito e a quem será preciso ensinar sobre o comportamento ao volante. “É necessário ter soluções disponíveis”, afirmou. 

Na visão dele, o seguro sob demanda “veio para ficar”, pois as pessoas buscam economizar em tudo o que puderem com ou sem isolamento social. Aliás, esse comportamento deve se acentuar nos próximos meses em razão dos impactos na economia. “É preciso compreender também que o futuro da mobilidade está mudando”, alertou. 

A “insurtech do mês” nessa etapa do evento foi a Cilia, que está “fazendo mágica” na gestão de sinistros e que foi representada por seu CIO, Leonardo Lobo. Segundo ele, desde que foi criada, em 2012, a insurtech rem atuação focada no setor de seguros de automóveis, já tendo realizado mais de 2 milhões de orçamentos de sinistros, que podem demorar mais de 48 horas. “Reduzimos drasticamente esse tempo, permitindo que o segurado seja reembolsado mais rapidamente”, frisou. 

Ele acrescentou que todo o processo é feito pelo aplicativo em tempo real e em menos de 5 minutos, sem interferência humana, com aprimoramento enorme. 

Com isso, é possível reduzir os custos com equipes e prestadores de serviços. além de reduzir fraudes e erros humanos. 

Para os segurados, há mais agilidade no atendimento e a possibilidade de reembolso em poucos minutos para que possam levar carro até a oficina que preferirem.

A quarta etapa do “CQCS Innovation Latam” teve como moderador dos debates o fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho. 

Fonte: CQCS 

Puxados por vida, seguros de pessoas têm alta na pandemia

O mercado de seguros de pessoas registrou um crescimento acumulado de 1,2% até agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado. A alta foi puxada por seguros de vida (individual e em grupo). Isso representa um crescimento real de 0,5% considerando a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período. 

Além de vida, os seguros de pessoas incluem ramos como acidentes pessoais, educacional e viagem (este, em baixa). De janeiro a agosto foram R$ 28,87 bilhões em prêmios arrecadados, contra R$ 28,53 bilhões no mesmo período de 2019, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) 

Perdas e danos. O crescimento acumulado em 2020 nos demais seguros de danos, exceto auto, segue positivo em 3,9%, com um incremento real de 3,18% nas receitas geradas. Em agosto eles tiveram um avanço de 8,3% ante o mesmo mês de 2019. A lista inclui seguros como residencial, incêndio e crédito. 

Marcha ré. Já o segmento de seguros de automóveis continua negativo em 2020, em consequência da crise gerada pela pandemia da covid-19. Nos primeiros oito meses do ano acumula um recuo de 5,1%. 

Fonte: Estadão 

Os impactos da pandemia nos mercados de seguros da América Latina

Que a crise sanitária provocada pelo coronavírus desencadeou profundas transformações ninguém mais duvida. Quais os impactos e efeitos práticos? Nesta quarta, dia 9, a CNseg promoveu um webinar Internacional para discutir o impacto da pandemia nos mercados da América Latina. 

Durante a abertura, Marcio Coriolano, presidente da CNseg, ressaltou que os efeitos da pandemia já foram sentidos em todas as esferas da sociedade. 

Jorge Claude, vice-presidente executivo da Associação de Seguradores do Chile, destacou que de maneira geral, as dificuldades enfrentadas pelos países latino americanos são parecidas e que a indústria de seguros teve algumas iniciativas no início da pandemia que foram importantes. Ele ressaltou que no Chile, os seguros de automóvel foram os mais atingidos. ”A cidade de Santiago, por exemplo, passou 4 meses sem que as pessoas pudessem circular sem autorização oficial, o que parou os seguros de automóveis”. 

Ele lembrou ainda que no fim de 2019, o Chile teve um período de conflitos sociais. “Estávamos preparados para janeiro/fevereiro para trabalhar remotamente pensando nos problemas de desordem pública”, revelou. Com a chegada da pandemia, ele disse que todos os trabalhadores de seguros estavam trabalhando em casa. “Algumas atividades foram consideradas essenciais e alguns escritórios ficaram abertos, mas 90% das pessoas puderam trabalhar remotamente. A atividade da indústria não teve nenhum percalço”, afirmou. 

Luis Enrique Bandera, presidente da Fides, sediado no Panamá, também destacou a queda do seguro de automóveis, mas disse que com a reabertura de alguns países, já há retomada. “Acho que a pandemia rompe os modelos de trabalho, sistemas educacionais, formas de comércio e impulsiona a digitalização”, reforçou Bandera. 

Marcio Coriolano ponderou sobre a importância do trabalho humano em todas as fases do seguro (desde a elaboração do produto até a regulação do sinistro), que não pode ser substituído apenas pela vontade de ocupação do espaço. “Acho que não seremos mais os mesmos,mas a importância do trabalho humano em todas as fases do seguro não poderá ser substituída”, disse. 

Recaredo Arias, presidente da Federação Global das Associações de Seguradoras (GFIA) no México, ressaltou que é preciso ter atenção especial para o trabalho em home- office, principalmente por conta dos riscos cibernéticos. “Fica a discussão se é possível fazer todos os atendimentos digitalmente”, questionou o executivo. Que destacou ainda que o mercado mexicano também fez a cobertura voluntária da pandemia. Ele disse que é preciso investir em tecnologia. “Precisamos fazer isso dentro do setor para não perdermos nosso lugar”. 

Eduardo Moron Pastor, presidente da Associação Peruana de Seguradoras, afirmou que as respostas mais interessantes aos reguladores foi a proatividade para oferecer alternativas para as pessoas que haviam perdido renda. “O setor sofreu muito em termos da capacidade de pagamento das pessoas e as ações evitaram uma resposta populista por parte dos políticos”. Ele disse que o ponto fraco do Peru é o sistema de saúde. “O mercado de saúde privado tem um imenso caminho a seguir, porque a resposta da saúde pública foi muito deficiente”, revelou. 

Ele disse ainda que no Peru o regulador esteve aberto a sugestões e aceitou muitas que foram importantes para as companhias. “O emprego formal caiu drasticamente e o setor sofreu muito com a capacidade de pagamento das pessoas”. 

Miguel Gomez Martinez, da Associação das Seguradoras da Colômbia, informou que o setor conseguiu atender o desafio de passar a operação remota sem dificuldades. “Isso demonstra que, em termos de risco operacional, o setor estava melhor do que esperávamos. A solidez do setor foi suficiente para atender a demandas deste porte”. 

Os quatro dirigentes destacaram que em seus países, houve excesso de apresentação de projetos legislativos que afetam o setor de seguros. Martinez disse que no Peru, são projetos “mal pensados, com grande quantidade de erros”, afirmou. 

Coriolano disse que no Brasil a quantidade de projetos chegou a 3500. “O que demonstra quando se fala em educação securitária que é preciso falar também para alguns integrantes do poder executivo que desconhecem a importância como funciona o mercado de seguros”, finalizou. 

Fonte: CQCS

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