Busca por seguro de vida acelera na pandemia

Contratações individuais mantêm ritmo de expansão neste ano, mesmo após crescer 26% em 2020. Só no primeiro bimestre de 2021, o crescimento foi de 24,9% ante o mesmo período de 2020 

A pandemia trouxe à tona a consciência de que os riscos estão próximos e por toda a parte. E essa percepção de vulnerabilidade tem levado uma parcela cada vez maior de brasileiros a buscar um seguro de vida. Em 2020, as contratações individuais do produto cresceram 26,2% em termos de prêmios pagos, em relação ao ano anterior, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). No primeiro bimestre de 2021, o ritmo de crescimento se manteve com avanço de 24,9% ante o mesmo período de 2020. 

O segmento de vida em grupo, do qual fazem parte os produtos oferecidos pelas empresas aos funcionários, também apresentou crescimento de 3,6% em prêmios ainda que a economia tenha retraído 4,1% no ano passado. Como se trata de benefício corporativo, a demanda está mais ligada ao desempenho econômico do que ao comportamento individual. 

Na mesma toada, outro produto ligado aos riscos pessoais, o auxílio funeral, registrou alta de 26,58% nos dois primeiros meses do ano em

relação ao mesmo período de 2020. Já o seguro de doenças graves/terminais, segundo a Fenaprevi, avançou 19,14% no período. 

Em termos de alcance, o ramo auto ainda é líder no mercado como um todo, com pouco mais de 30% da frota segurada. “Mas, diante das mudanças, o seguro de vida tem potencial para alcançar o patamar do auto”, avalia a superintendente da área de seguro de pessoas da Brasilseg, Karina Massimoto. No caso do produto vida, o percentual de produtos contratados em relação ao público total alcança 15%, segundo levantamento do Ibope em conjunto com a seguradora Prudential. A média global, conforme o estudo, é de 32%. 

Na avaliação da presidente da Comissão de Riscos da FenaPrevi, Ana Flavia Ribeiro Ferraz, o próprio cenário de incertezas, que vão da saúde à economia, “aumenta a percepção da necessidade de cobertura, principalmente de seguro de vida”. Visão semelhante é expressada pelo CEO da Icatu, Luciano Snel. “Agora as pessoas também já começam a perceber o seguro de vida como um investimento para o longo prazo”, avalia. Antes da pandemia, “a previdência tinha se tornado um produto de primeira necessidade aos brasileiros, mas faltava vir junto o ramo de vida”. 

Conforme Snel, “as pessoas começaram a ver como a vida é frágil e quebrou-se o tabu de se falar sobre a morte”. O sofrimento com o isolamento e a crise sanitária fez com que “as conexões afetivas ficassem ainda mais fortes”. 

Os mais jovens, os mais preocupados 

A dirigente da Fenaprevi explica que esse sentimento tem se mostrado mais amplo e atinge todas as faixas etárias. “Uma tendência interessante para a indústria é que a busca por seguros de vida tem se mostrado mais forte numa população mais jovem.” 

De acordo com Ana Flavia, a busca por seguro de vida entre pessoas de 18 a 34 anos saltou de 7% antes da pandemia para os atuais 31%. “É uma tendência bem importante para o setor.”

A necessidade tem sido maior do nunca. Sob impacto da covid-19 houve um crescimento ainda mais forte do volume de indenizações a serem pagas pelas seguradoras comparado ao avanço das receitas. O seguro de vida individual acusou uma alta de 43% nos sinistros em 2020 na comparação com 2019, conforme os números da FenaPrevi, de R$ 524 milhões para R$ 749 milhões. 

Já o vida em grupo teve um aumento de 17,10% no período, saindo de R$ 5,3 bilhões para R$ 6,2 bilhões. No agregado, os seguros de vida acumularam um volume de indenizações de R$ 6,94 bilhões no ano passado, uma alta de 19,45% em relação a 2019, segundo a FenaPrevi. 

O aumento da demanda pelo seguro de vida diante de uma maior conscientização das pessoas sobre a proteção financeira aos familiares veio para ficar, na visão da superintendente da Brasilseg. “A questão da pandemia sensibilizou a população”, diz. “Acredito que essa maior sensibilidade [à necessidade de proteção] vai permanecer [mesmo após a pandemia]”, acrescenta. 

Segundo Karina, a seguradora da BB Seguridade verificou um crescimento de 21% na procura por seguro de vida no período da pandemia. Na visão da superintendente da Brasilseg, “as pessoas mais jovens e os solteiros começam a olhar mais para esse tipo de cobertura, porque percebe que a falta delas seja pela morte ou invalidez vai deixar um vazio aos familiares que são ajudados financeiramente, como pais e outros entes”. 

O executivo-chefe de Marketing (CMO) da MAG, Nuno David, enxerga a expansão do mercado de vida como estrutural. De acordo com o executivo, a pandemia acelerou tendência que tem na base a própria ampliação da classe média brasileira nos últimos 20 anos. 

O aumento da classe média 

David afirma que, nas últimas duas décadas, a classe média do país saltou de 16 milhões de pessoas para mais de 100 milhões, em um movimento gradual disseminado ao longo desses 20 anos. “Isso significa que existem famílias que garantiram patrimônio e outras que ainda estão na fase de construção desse suporte”, diz. “Então, conforme as pessoas

conseguem ter uma residência, guardar dinheiro e montar uma estrutura que assegure o conforto da família passam a ter novas demandas. Nessa fase, começam a perceber a necessidade de proteger a família.” 

Para David, “a pandemia a um custo dramático acelerou todo esse processo”. O CMO da MAG pondera que a demanda pode ter aumentado, mas já era algo estrutural. O executivo lembra que, em termos absolutos, o volume de prêmios arrecadados com os seguros de pessoas, dos quais o principal é o vida, já ultrapassou o de automóveis desde 2017. “Essa diferença tem crescido ano a ano”, pontua o especialista. 

A pandemia também acelerou outra tendência relacionada ao produto. Os seguros de vida atualmente vão muito além das proteções por morte e invalidez. A maioria das grandes companhias do setor adotou o conceito de uso em vida, ou seja, de agregar benefícios que podem ser usufruídos pelos usuários durante a vigência da apólice. 

Os serviços vão de teleconsultas para checkup a assistência aos animais de estimação. O seguro de vida da MAG, por exemplo, inclui cobertura para doenças graves. Essa proteção paga uma indenização que pode ser usada para custear parte do tratamento, caso o usuário seja diagnosticado com Alzheimer, AVC, câncer, infarto, insuficiência renal crônica, Parkinson, paralisia de membros e perda da fala, da visão e da audição. 

A Brasilseg oferece telemedicina, exames para checkup e uma assistência pet, para consultas veterinárias e funeral do animal de estimação. Segundo a superintendente da seguradora, o plano mais completo traz ainda a possibilidade de o usuário fazer um mapeamento genético que pode verificar predisposições como intolerância a lactose a doenças autoimunes. 

Fonte: Valor Investe

Microsseguro cresceu 2 vezes mais que seguros de danos

Em quatro anos, entre 2016 e 2020, os microsseguros cresceram mais de 55%, atingindo, no ano passado, a marca de R$ 355,4 milhões em receitas, avanço quase duas vezes superior ao observado para o segmento de Danos e Responsabilidades, que cresceu 29%. A revelação foi feita pelo presidente da CNseg, Márcio Coriolano, na abertura do workshop virtual “Panorama do Estudo do Microsseguro no Brasil”, promovido pela Microinsurance Network, com apoio da CNseg, nesta quarta-feira (14 de abril). “Importante também foi o aumento do número de seguradoras que emitiram prêmios de microsseguros, que passaram de 17, em 2016, para 24, em 2020”, acrescentou. 

Segundo ele, os desafios ao avanço dos microsseguros no País não estão restritos à questão regulatória. Para Márcio Coriolano, é preciso haver mudanças tanto na distribuição quanto nos custos de transação da oferta dos microsseguros. “A redução desses custos, que afetam o produto, é fundamental para que o microsseguro ganhe maior relevância. Sobretudo porque seu público-alvo, a população com renda mais baixa, é muito sensível aos preços, tendo em vista que hoje a renda de 70% da população brasileira situa-se abaixo de dois salários-mínimos”, frisou o presidente da CNseg. 

Coriolano enfatizou ainda a vocação do microsseguro para complementar os programas de proteção social do Estado e suprir eventuais lacunas deixadas por eles, especialmente em países periféricos, como o Brasil.

Também presentes ao evento, o diretor da Susep, Rafael Scherre, e a coordenadora-Geral de Regulação de Seguros Massificados, Pessoas e Previdência da autarquia, Mariana Arozo, revelaram alguns pontos em análise para mudanças no marco regulatório de microsseguros. Segundo eles, a Susep pretende dar mais liberdade para o mercado desenhar os produtos, estabelecer limites de capitais segurados (hoje, na faixa de R$ 30 mil) e encerrar a exclusão de limitação de coberturas. 

Fonte: CQCS 

A importância da experiência do usuário na contratação de seguros

O que antes era apenas uma tendência, agora se tornou uma necessidade: a experiência do usuário já é considerada mais importante para o consumidor do que o produto em si. Uma pesquisa do ThinkJar, empresa focada em estratégias para o consumidor, afirma que 55% dos clientes estão dispostos a pagar a mais por um produto ou serviço quando têm certeza de que será oferecida uma boa experiência. 

Com a maior oferta de opções no mercado e com o acesso facilitado a informações, os consumidores vêm se tornando cada vez mais exigentes. Essa tendência pode ser observada em todos os setores da economia, inclusive na área de seguros. 

A contratação de um seguro é precedida por vários passos importantes que irão afetar a escolha final do cliente. O processo de decisão começa a partir do primeiro contato do consumidor com uma marca: seja por meio de publicidade ou recomendação. Então, quando o cliente quiser contratar um seguro, ele pode lembrar de uma empresa específica e buscar por reviews para entender se a experiência de outros usuários foi positiva ou negativa. Ele também poderá pesquisar mais sobre a empresa, entrar em seu site, fazer uma simulação de preço, etc. Nesses passos, já é possível começar a desenhar a jornada do cliente, e a contratação do seguro será um resultado que dependerá do sucesso dos passos acima. A experiência que o usuário terá desde o primeiro contato é o que irá determinar se ele escolherá determinada marca ou partir para o concorrente. 

O cliente é quem tem o poder de decisão, por isso ele deve ser o centro de tudo. A experiência do usuário é desenvolvida para otimizar o tempo do consumidor, oferecer mais eficiência e, principalmente, gerar emoções positivas. A principal dica para melhorar a experiência do usuário é conhecer seu cliente. Saiba quem são, o que querem, o que valorizam e desenvolva uma persona. A partir disso, a empresa deve traçar metas e planos, buscando o melhor para o comprador. 

“Não existe uma fórmula de processo para começar a desenvolver a experiência de usuário. Cada empresa tem sua estrutura e seus clientes, que têm suas necessidades e desejos únicos. A chave para começar é: conheça seu cliente! A partir disso, realize mapeamentos e desenvolva métricas para saber se está no caminho certo”, afirma Bruno Costa, Gerente de CX/UX na MAG Seguros. (foto anexada abaixo)

Por fim, também é necessário olhar para todos os stakeholders. As companhias devem ser guardiãs dessa jornada e, para que ela de fato tenha um impacto positivo e entregue valor ao consumidor, é importante que todos os colaboradores entendam que fazem parte desse processo. 

Fonte: Mag Seguros 

Nova realidade do setor de seguros exige novos conhecimentos e habilidades dos profissionais

Em webinar promovido pela Swiss Re Corporate Solutions, especialistas dão dicas práticas e exemplos reais para acompanhar a transformação do mercado 

Assim como ocorre em outros setores da economia, o mercado de seguros vem passando por transformações em ritmo acelerado. Isso tem impacto direto nos profissionais da área, que precisam dominar conhecimentos e habilidades que, até então, não faziam parte do seu escopo, como ciência de dados, modelagem, inteligência emocional e competências analíticas. 

Para ajudar a compreender esse novo cenário, a Swiss Re Corporate Solutions promoverá o webinar “A transformação do profissional no setor de seguros”, apontando os principais pontos da transformação do profissional da área. Mediado pela jornalista Denise Bueno, o evento contará com a participação de especialistas do setor e de Recursos Humanos, que trarão dicas práticas e exemplos reais para que os profissionais se mantenham atualizados e consigam se destacar no mercado. 

Veja os participantes do evento e os temas que serão abordados. 

– O que as empresas do setor de seguros valorizam em seus profissionais? 

Alexandre Zuvela, sócio da área de Financial Services da EXEC, trará sua visão em diversos níveis de contratação, desde o iniciante ao nível executivo, corretores, subscritores e profissionais operacionais. O que procuram? Como é feita a seleção dos profissionais nesse novo cenário? 

– O que as empresas esperam após a contratação? Somente o conhecimento e a experiência são suficientes para o sucesso? 

Cristina Aiach Weiss, Diretora Executiva em Recursos Humanos para a América Latina da Swiss Re Corporate Solutions, mostra o que mudou na visão da empresa e como as avaliações de performance e o alinhamento de visão entre funcionários e empresa se tornaram essenciais nesse cenário.

– E para o gestor? O que esperar no dia a dia deste “novo” profissional, quais as expectativas e como o profissional pode se atualizar? 

Guilherme Perondi Neto, Diretor Executivo de Estratégia de Distribuição na Swiss Re Corporate Solutions Brasil, conta seus desafios de gestão dentro de uma multinacional e como essas habilidades solicitadas pelo mercado são fundamentais para o futuro das empresas e, consequentemente, de seus profissionais. 

O evento será online e aberto a todos os interessados. 

Para participar, basta acessar https://corporatesolutions.swissre.com/brasil-seguros/conhecimento/evento s/a-transformacao-do-profissional-no-setor-de-seguros-como-se-preparar.h tml . 

Sobre a Swiss Re Corporate Solutions Webinar Series 

Visando trazer diversos assuntos de relevância para o mercado segurador, a Swiss Re Corporate Solutions Brasil realizará ao longo de 2021 uma série de webinars que trarão tópicos como: mudanças e tendências do setor, assuntos relacionados a soluções inovadoras em seguros e necessidade de clientes. 

Esta série foi criada com um grande objetivo: contribuir com o conhecimento e expertise da Swiss Re Corporate Solutions e do Grupo Swiss Re para o mercado e, principalmente, para o sucesso de seus clientes e parceiros. 

Fonte: Segs 

Programa de inovação da Susep atinge o trabalho do Corretor

As transformações trazidas no bojo do Sandbox, o programa de inovação lançado pela Susep, afetam a atividade exercida pelo Corretor de Seguros. A avaliação é da especialista Ana Rita Petraroli, sócia-fundadora e coordenadora do escritório especializado em seguros Petraroli Advogados. Contudo, ela acredita que, embora a contratação seja feita de forma digital, assim como todo o processo de dados e vistorias, sem a necessidade da atuação direta dos corretores, esses profissionais continuam relevantes para o setor, mas agora com um perfil mais consultivo. “Os corretores são os responsáveis por apresentar os produtos, suas diferenças, benefícios e auxiliar o segurado na melhor decisão” destaca Ana Rita. 

Na visão dela, esse processo também pode ser fundamental para a evolução das seguradoras tradicionais, que ainda apresentam processos mais complexos e encontram barreiras para o desenvolvimento de novos produtos. “Investir em uma nova empresa, uma nova ideia, pode ser um passo significativo para arejar os negócios dessas grandes corporações”, observa a especialista. 

Ana Rita frisa ainda que as transformações regulatórias implementadas pela Susep têm sido importantes para a atualização e crescimento contínuo do setor de seguros. Nesse contexto, o Sandbox permite às novas empresas testarem tecnologias a partir de um conjunto de normas e regras mais simples e flexíveis, abrindo caminho para a nova geração de seguradoras digitais, as insurtechs.

Ela elogia o fato de a Susep vir apresentando um comportamento “mais liberal” do ponto de vista da regulamentação, o que contribui para a evolução e a receita do setor. 

“A tendência é que os produtos fiquem mais inclusivos e acessíveis a todos”, acrescenta Ana Rita. 

Assim, a advogada entende que, por meio da inovação, as empresas do sandbox podem mudar a relação do brasileiro com o setor de seguros, a partir de novas soluções e tipos de cobertura, que muitas vezes poderão ser contratadas sob demanda. 

Por fim, ela comenta que o programa de inovação, que terá um prazo de duração de três anos, permitirá às empresas participantes no Sandbox avaliar, ajustar e analisar se seus produtos são viáveis, decidir se continuarão no mercado ou, ainda, receber aporte de grandes companhias. A Susep acompanhará todo o processo, com o suporte necessário, verificando a necessidade de mais flexibilidade e abertura de novas áreas de atuação. 

Fonte: CQCS 

ANS inclui 69 coberturas que devem ser garantidas pelos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde (ANS) incluiu, desde o dia primeiro de abril, 69 coberturas no rol de procedimentos e eventos que devem ser garantidos pelos planos de saúde privados. A resolução acontece após a reunião revisional que ocorre a cada dois anos na entidade. Com a mudança, os novos exames, tratamentos ou medicamentos passam a ter sua disponibilidade obrigatória.

Foram adicionados 50 medicamentos e 19 exames, terapias e cirurgias indicadas no tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão e mama, entre outras. “A cada dois anos a ANS revisa e inclui novos procedimentos. O que chamou a atenção nesta nova listagem é a inclusão de vários medicamentos para o tratamento de câncer, que antes era preciso a judicialização do caso para obter as medicações. Também podemos destacar algumas cirurgias e tratamento para coração e coluna”, comenta a advogada especialista em Direito da Saúde do escritório Maciel Pinheiros Advogados, Maria Zilá Passo.

As mudanças valem para os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, os chamados planos novos, e para os usuários de planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à lei dos planos de saúde. Ou seja, a maioria dos beneficiários terá a inclusão desses procedimentos automaticamente.

Fonte: Folha de Pernambuco

Fique atento para não pagar a mais pelos serviços já inclusos no seu Plano de Saúde

Beneficiários de planos de saúde devem ficar atentos às coberturas contratadas. ANS e especialista dão dicas para que o consumidor não caia em armadilhas e gaste mais do que deveria por um serviço ao qual ele já tem direito 

Quem contrata plano de saúde sabe que consultas, exames e cirurgias são cobertas pela apólice, apesar de haver exceções. Com isso, por vezes, os consumidores acabam pagando por um serviço que está incluso convênio. 

A aposentada Matilde Rodrigues quase teve de desembolsar cerca de R$ 500 ao procurar tratamento para catarata. “Ao tentar marcar exames de catarata, a clínica me informou que, dentre os exames solicitados, dois não eram cobertos pelo plano de saúde”, conta. 

Segundo o advogado especialista em direito do consumidor Welder Lima, o que ocorre, em alguns casos, é que as clínicas se aproveitam da situação de vulnerabilidade dos pacientes com plano de saúde para ganhar mais. “Fica uma coisa mal explicada, uma falha na prestação de serviço que é o direito que o paciente tem de ter todas as informações de modo preciso”, alerta. 

O fato aconteceu, novamente, quando a aposentada foi agendar a cirurgia de catarata e foi informada pela clínica que deveria pagar alguns procedimentos. “Nos dois casos, eu entrei em contato com o plano de saúde e fui informada de que havia, sim, cobertura, marquei os exames em outra clínica e fiz pelo plano. Para a cirurgia, o plano de saúde me informou que só não haveria cobertura se os procedimentos fossem opcionais, podendo escolher entre o de cobertura do plano ou o oferecido pela clínica”, relata Matilde. 

Existe uma diferença entre um procedimento necessário, que solucione o problema de saúde, e um que tenha opções a mais para o paciente. Em todo caso, quando se deparar com essa situação, o paciente deve procurar o plano de saúde para saber se, de fato, não há cobertura.

Quando for necessário utilizar especificamente o item ou o procedimento indicado para o paciente, o plano de saúde deve dar a cobertura mesmo que não esteja descrito no Rol de Procedimentos e Eventos de Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Em casos opcionais, o consumidor deve avaliar a situação. “Se for algo opcional, e isso tem que ficar bem claro para o paciente, ele não é obrigado a pagar a diferença para utilizar um item que vai além do que o valor que o plano de saúde cobre”, explica o especialista Welder. 

O que fazer? 

A ANS, responsável por regular e fiscalizar as operadoras de plano de saúde, não tem atribuição legal de supervisionar prestadores de serviços como hospitais, clínicas e profissionais de saúde. No entanto, quando houver cobrança extra ou indevida, a reguladora orienta o beneficiário a entrar em contato com a operadora do plano para expor a situação. Caso o problema não seja resolvido, é possível registrar reclamação por meio dos canais de atendimento ao consumidor da ANS. 

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante ao cliente o direito à informação adequada e clara sobre serviço contratado. Além de proteger contra métodos comerciais coercitivos ou desleais. “No caso das clínicas que cobram a mais ou não explicam certo, trata-se de uma prática desleal induzindo o consumidor ao erro”, explica Welder. 

O advogado indica para o consumidor entender o método proposto para o tratamento junto com o médico e verificar a cobertura com o plano de saúde. “É sempre importante que ele faça o contato com o convênio antes de efetuar os pagamentos por fora, para esclarecer as dúvidas”, ressalta. 

Se o plano de saúde recusar a cobertura, o beneficiário pode entrar na Justiça para que o convênio pague ou faça o ressarcimento de valores, eventualmente, desembolsados. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), caso a pessoa identifique a prática pelo profissional de saúde, ela deve fazer denúncia na delegacia ou para o próprio ministério, a fim de verificar a prática de crime. 

Entenda a cobertura 

De acordo com a ANS, as operadoras de convênios de saúde são obrigadas a oferecer tudo o que está previsto no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde aos

planos comercializados desde janeiro de 1999 e aos planos antigos adaptados, adquiridos antes e ajustados legalmente. 

A agência defende que o atendimento deve ser garantido dentro dos prazos máximos estabelecidos, e o beneficiário não deve pagar por serviços referentes às assistências médicas prestadas inclusos na cobertura do plano de saúde. 

“É importante destacar que os procedimentos com cobertura obrigatória, conforme a RN nº 465/2021, também têm assegurada a cobertura de todas as taxas, materiais, contrastes e medicamentos, entre outros, necessários para a sua execução, desde que estejam regularizados e registrados e suas indicações constem da bula/manual perante a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), devendo ser respeitados os critérios de credenciamento, referenciamento, reembolso ou qualquer outro tipo de relação entre operadora e prestadores de serviços de saúde”, informou a ANS. 

Fale com a ANS 

Para tirar de dúvidas e registrar reclamações, a agência reguladora disponibiliza os seguintes canais de atendimento ao consumidor: 

» Disque ANS (0800 701 9656): atendimento telefônico gratuito, de 2ª a 6ª feira, das 8h às 20h, exceto feriados nacionais. » Central de atendimento para deficientes auditivos: 0800 021 2105.

Fonte: Correio Braziliense

Reembolso instantâneo de seguro chega ao Brasil

Em matéria publicada no UOL no dia 15/03, informou que a seguradora Zurich, Cielo e a Visa lançaram o pagamento instantâneo de indenizações de seguros por meio de cartão de débito. A solução permite reduzir o tempo para o segurado receber a indenização após a aprovação da Zurich, de cinco dias úteis para até 30 minutos. 

Os clientes Zurich com cartão de débito Visa serão os primeiros a poder usar o benefício para o seguro viagem que pedirem reembolso das coberturas de atraso de voo e despesas farmacêuticas. É um plano piloto, explicaram as companhias em comunicado. 

Após escolher receber por cartão de débito, o cliente recebe e-mail confirmando aprovação do pedido de reembolso e o link para inserir os dados do cartão para receber o crédito. A Cielo é a responsável por processar as transferências. 

Segundo o diretor de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich no Brasil, Fabiano Lima, o plano é expandir a solução para outras 34 coberturas do seguro viagem e para outros produtos como seguro auto e para pequenas e médias empresas.

Pela Visa, a solução já está disponível em 30 países, de acordo com o vice-presidente de Soluções e Inovação da empresa no Brasil, Percival Jatobá. 

Fonte: CQCS 

Oportunidade para o Corretor de Seguros, produto tem crescimento de 36,6% no começo do ano

Dados oficiais da Susep indicam que os seguros com cobertura para riscos financeiros, garantias e créditos permanecem, neste início de ano, entre as carteiras que mais se destacam no mercado brasileiro. De acordo com a autarquia, juntos, esses segmentos geraram um volume de receita da ordem de R$ 349,8 milhões em janeiro. Esse valor é 36,6% maior que o apurado no mesmo mês, em 2020, ou seja, antes da pandemia. 

Já a taxa média de sinistralidade caiu de 31% para 29% entre os dois períodos comparados. 

A soma referente aos sinistros ocorridos em janeiro deste ano – cerca de R$ 110,8 milhões – foi 6,1% maior que a computada no primeiro mês do exercício passado. 

As despesas comerciais, que englobam as comissões de corretagem e gastos com campanhas comerciais, atingiram a marca de R$ 69,8 milhões em janeiro, com crescimento de 5,5% em relação ao montante registrado no mesmo mês, no ano passado. Fonte: CQCS

Dia do Consumidor: uma data para reflexão de todos

Desde 2015, a Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg promove o “Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros”, realizado em todas as regiões do País. Oito edições do evento já foram promovidas, reunindo representantes de seguradoras e dos Procons de diversos estados, com o objetivo de discutir problemas e soluções para as queixas mais frequentes dos consumidores referentes ao setor segurador nacional. As questões mais críticas apontadas nos colóquios são posteriormente tratadas nas Comissões Técnicas da CNseg, compostas por representantes de diversas áreas de seguradoras, a fim de que o legado do Colóquio gere entregas efetivas para harmonizar a relação entre consumidor e empresa. 

O empoderamento do consumidor é uma prioridade no campo institucional. Assume, na verdade, ares ainda mais estratégicos em um quadro de enormes dificuldades. A educação securitária promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras – por meio das iniciativas que integram o seu Programa de Educação em Seguros, como livretos, estudos, podcasts, publicações e parceria com instituições de ensino – e o diálogo transparente com os órgãos de defesa do consumidor contribuem para disseminar a cultura do seguro. Ao mesmo tempo, delimitam os direitos e deveres das partes que participam de um modelo de negócio regido pelo mutualismo. 

O conceito do mutualismo é basilar e caro para o setor segurador e significa que seus produtos cobrem o que foi acordado contratualmente. Toda vez que o interesse individual se sobrepõe ao coletivo, como ocorre em ações que pleiteiam riscos não contratados, acarreta aos participantes – consumidores e seguradoras – o ônus de suportarem os prejuízos. 

O setor segurador nacional está de portas abertas para incorporar novos consumidores e reduzir vulnerabilidades e enfrentar os riscos, que nos desafiam com uma frequência acima do imaginado nos últimos tempos, comprometendo, às vezes, patrimônios, bem-estar e qualidade de vida tão arduamente conquistados. 

Estar entre as escolhas do consumidor é motivo de enorme honra e responsabilidade, sobretudo em um ano de pandemia e seus danos prolongados, mas não nos deixa na zona de conforto. O Dia do Consumidor é, sem dúvida, um importante incentivo à realização de um balanço do relacionamento entre empresa e cliente. Relação que pode ser sempre aprimorada, em benefício de todos na construção de uma sociedade livre, justa e também mais solidária. 

Solange Beatriz Palheiro Mendes é Diretora-Executiva da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg 

Fonte: CNSeg 

Seguro de Vida: qual é o plano ideal?

A preocupação com o futuro financeiro se torna cada vez mais comum entre os brasileiros. As incertezas geradas pelo momento político, econômico e pela crise sanitária que o país vive atualmente fizeram a população recorrer ao que é estável e garantido: o seguro de vida. Em 2020, a MAG Seguros, seguradora com 186 anos de atuação no Brasil especializada em soluções de seguro de vida e previdência, registrou m aumento de 60% em novas vendas de coberturas de riscos, principalmente individuais. 

Aos que buscam manter o padrão de vida e proteger a sua família, mesmo diante de imprevistos, a contratação de um seguro de vida é uma saída viável e que cabe no bolso. Entenda os passos para escolher o plano ideal e fazer um bom negócio: 

Qual escolher? 

Existem planos personalizados para oferecer segurança a pessoas com estilos de vida variados. Diferente do que muitos pensam, os seguros podem ir muito além da indenização em caso de morte. Planos para famílias, invalidez, incapacidade temporária, doenças graves, cirurgias são alguns exemplos de situações em que os segurados podem se beneficiar da cobertura ainda em vida. 

O custo dos planos varia de acordo com a idade, a profissão do segurado e, claro, com a cobertura desejada. 

A consultoria de um profissional da área é essencial para contratar o seguro que mais se encaixe às necessidades de quem está contratando. Procurar um corretor que possa apresentar e explicar a cobertura de cada plano e que tire todas as eventuais dúvidas. 

Durante a conversa com o corretor, é necessário expor a situação financeira e a realidade familiar e patrimonial, como afirma Alfeo Marchi, diretor de mercado da MAG Seguros. “É muito importante que o corretor entenda qual é a necessidade de capital da família do segurado e até os riscos que essa pessoa enfrenta em seu dia a dia, para oferecer um plano que se encaixe nessas necessidades”, continua Marchi. 

Após entender o estilo de vida e objetivos de futuro, o corretor será capaz de apresentar as melhores opções de planos de proteção individual e familiar, que supram as necessidades e que sejam financeiramente viáveis de acordo com as condições apresentadas. 

Fonte: MAG Seguros

Corretor de Seguros é considerado Serviço Essencial e pode funcionar no Lockdown

Após o Governo do Estado de São Paulo anunciar a Fase Emergencial de enfrentamento à pandemia da Covid-19, estabelecendo medidas mais duras de restrição para algumas atividades profissionais adotarem entre os dias 15 e 30 de março, o Sincor SP esclarece que as novas regras não interferem na corretagem de seguros. 

A atividade desenvolvida pelo Corretor se enquadra nas chamadas essenciais que podem exercer atendimento presencial. No entanto, para isso, é necessário que todas as medidas preventivas obrigatórias de enfrentamento da Covid-19 sejam cumpridas, as quais estão contidas nos protocolos gerais e setoriais do Plano São Paulo. 

Fonte: CQCS 

Mulheres na história do seguro

Instituído pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 1977, o Dia Internacional da Mulher é celebrado em todo o mundo com o fim de impulsionar debates sobre a igualdade de direitos e de reconhecer as conquistas sociais, políticas e culturais das mulheres. “Mulheres na liderança: Alcançando um?futuro?com igualdade num mundo de Covid-19″, foi o grande tema que norteou as ações da ONU no dia 08 de março. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que mais de 70% dos trabalhadores do setor de saúde são mulheres, que têm estado na linha de frente da luta diária para salvar vidas, mantendo as economias, comunidades e famílias unidas. Para Guterres, os fatos são claros. Quando as mulheres lideram no governo, existem maiores investimentos em proteção social e avanços contra a pobreza.? Quando estão no Parlamento, os países adotam políticas de alterações climáticas mais rigorosas.?Quando estão na mesa de negociação de paz, os acordos são mais duradouros (GUTERRES, 2021). 

Segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS, que tem como base resultados do IBGE, no Brasil não é diferente. As mulheres respondem por 65% dos postos de trabalho ocupados no setor público e privado de saúde, podendo ultrapassar 90% de participação em carreiras como Fonoaudiologia, Nutrição e Serviço Social. 

As mulheres também representam mais da metade do total de profissionais em atividade no setor de seguros, que vem desempenhando a importante função de desonerar o Governo de gastos para o amparo à sociedade durante a pandemia. 

Esta grande conquista encontra as suas raízes históricas no pioneirismo de mulheres cujo legado foi registrado, na década de 1950, pela Galeria Feminina da Revista de Seguros. Entre as mulheres que transpuseram os paradigmas limitantes de seu tempo e conquistaram o seu espaço em um setor

predominantemente masculino, destaca-se Anna Emma Tiedemann, a Diretora da Companhia de Seguros Liberdade. 

Anna Tiedemann ingressou no mercado de seguros em 07 de janeiro de 1918 como auxiliar do correspondente Francisco Béjar, na Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes, onde permaneceu até 1920, quando foi trabalhar na Internacional. Decorridos quatro anos, a Sra. Tiedemann transferiu-se para a seguradora Home, e após quase 20 anos de relevantes serviços prestados, foi convidada a assumir o cargo de diretora na Companhia de Seguros Liberdade, no início dos anos 40. 

Um mês após a divulgação da biografia de Anna Tiedemann, em fevereiro de 1956, a Revista de Seguros apresentou a trajetória de Stella Dalva Figueira de Oliveira. Sonhando com a carreira diplomática desde muito jovem, Stella se empenhou com grande afinco nos estudos para a aprovação no curso do Instituto Rio Branco, entretanto, foi impedida de dar continuidade a esse projeto em decorrência da proibição da entrada de mulheres na carreira diplomática, entre 1938 e 1954. Muito resiliente, Stella Oliveira aprendeu taquigrafia e datilografia e foi em busca de novas oportunidades na Associação das Companhias de Seguros, atual Sindicato das Seguradoras RJ/ES. Tendo exercido a função de secretária na Comissão Central de Seguros, na Comissão de Transportes, na Comissão de Acidentes do Trabalho e na Comissão Regional de Incêndio do Distrito Federal, alcançou a posição de Chefe de Secretaria no sindicato, além de secretariar a Federação Nacional das Empresas de Seguros – Fenaseg e o Centro de Estudos de Seguros e de Capitalização. 

A história da professora da rede pública de ensino que ousou se inscrever no primeiro concurso do Instituto de Resseguros do Brasil – IRB foi retratada na edição de setembro de 1956. Aprovada em boa colocação, Almerinda Martins foi admitida no Serviço de Mecanização do IRB em 1940. No final de 1941 transferiu-se para a Divisão de Transportes, onde passou pelas funções de auxiliar de gabinete, secretária, assistente, até chegar ao cargo de Chefe do Serviço de Controle e Sinistros. Almerinda Martins representou o IRB na Comissão Permanente de Transportes e Cascos e foi autora de diversos artigos técnicos para a Revista do IRB, sendo reconhecida pela portaria 444-a, de 13 de outubro de 1942, publicada pelo presidente do Instituto, como “funcionário-fundador”. 

Estas e inúmeras outras histórias inspiradoras se desenrolaram em um contexto em que as relações sociais eram regidas por valores altamente tradicionais, especialmente com relação à família e a poderes maritais. Apesar de já poderem votar e trabalhar com regras especiais, as mulheres ainda tinham certos direitos civis cerceados pelo Código Civil de 1916, que exigia o consentimento do marido para a manifestação de vontade da mulher. “A honra da mulher ou sua ‘desonra’ tinham consequências jurídicas e possibilitavam atitudes de ‘devolução’ e de punição social” afirma a Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Renata Coelho (COELHO, 2017).

O direito de trabalhar, sem a necessidade de prévia autorização do marido, assim como o direito de obter a guarda dos filhos, em caso de separação, foram conquistados somente em 1962, através do Estatuto da Mulher Casada (Lei nº 4121/62), que alterou mais de dez artigos do Código Civil. 

Foi nesse contexto marcado pelos debates em torno da igualdade de direitos, que ascenderam no plano econômico duas grandes damas do seguro: Rosa Garfinkel e Beatriz Rosa Sanchez de Larragoiti Lucas. 

Química formada pela Universidade de São Paulo, na década de 1940, Rosa Garfinkel foi fundamental para a história e a construção do conglomerado Porto Seguro. Ela se tornou um modelo pela sua sabedoria, bom senso e persistência, tendo assumido a presidência da companhia quando do falecimento do seu marido Abrahão Garfinkel, em 1978, ficando nesta posição até 2006, período de grandes desafios e de grande crescimento da empresa. Ao falecer com 102 anos, em 2018, era a Presidente de Honra da Porto Seguro. Dona Rosa, como era carinhosamente chamada por todos, foi uma líder presente no dia a dia da empresa durante 28 anos. Mãe de Stela e Jayme Garfinkel, que a sucedeu na presidência do Conselho, tem hoje neste mesmo Conselho seus netos, Ana Luiza e Bruno Garfinkel, este na posição de presidente. 

Beatriz Larragoiti, bisneta de Joaquim Sanchez de Larragoiti, fundador da SulAmérica, nasceu em 06 de dezembro de 1931. Ao longo da sua trajetória profissional trabalhou como intérprete em reuniões patrocinadas pela Unesco, na França, onde vivia com o seu marido, Jean Claude Lucas e, em 1982, ingressou no Conselho de Administração da SulAmérica, guiando a companhia com enorme brilhantismo através de um dos períodos mais desafiadores da história da seguradora. 

Com o encerramento das vendas dos produtos da SulAmérica pela rede bancária do Banco Bradesco, Beatriz Larragoiti revelou-se uma estrategista de primeira linha negociando uma parceria com a família Moreira Salles, do grupo Unibanco, e reconduziu a SulAmérica à uma posição de liderança no mercado. 

Em 1990, Beatriz Larragoiti foi a primeira mulher da América Latina a receber do tradicional Clube de Seguradores, presidido pelo professor Theophilo de Azevedo Santos, o título de “Segurador do Ano”, tendo recebido também da Academia Nacional de Seguros e Previdência – ANSP o Prêmio Seguro & Riscos, em 1999. No aniversário de 50 anos da Fenaseg, em 2001, Beatriz Larragoiti foi homenageada na festa que reuniu mais de 2 mil pessoas, entre elas, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. 

Mãe de Patrick Antonio Claude de Larragoiti Lucas, Christiane Claude de Larragoiti Lucas e Chantal de Larragoiti Lucas, Beatriz Larragoiti faleceu em outubro de 2004.

No ano seguinte foi homenageada pela ANSP, in memoriam, por suas contribuições para o desenvolvimento da atividade seguradora no país. Em 2009, a Prefeitura do Rio de Janeiro nomeou a rua em que foi instalada a nova sede da SulAmérica, no bairro Cidade Nova, de Beatriz Larragoiti Lucas, em homenagem a este grande ícone do seguro. 

Sessenta e cinco anos após a publicação da série de histórias inspiradoras que abrilhantaram a Revista de Seguros na década de 50, o mercado segurador comemora conquistas no campo da equidade de gênero. Comprometida com as melhores práticas de diversidade e inclusão de talentos na carreira de seguros, a Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg celebra anualmente, desde 2019, o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, em todo 25 de setembro. O lançamento foi conduzido pela diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, e marcou o Festival Dive In para Diversidade e Inclusão em Seguros, realizado em 24 de setembro de 2019, em São Paulo. 

Em 08 de março último, Solange Beatriz declarou-se orgulhosa de trabalhar em um setor no qual mais da metade dos colaboradores são mulheres e incentivou o avanço dos debates em prol da ampliação do número de mulheres nos quadros de gerência e direção. “Sejam confiantes, atentas, determinadas, estejam preparadas para as oportunidades, porque elas acontecem, sejam unidas e corajosas. Os desafios são enormes (…) mas avanços vêm sendo conquistados, e o caminho é muito longo. Consciência e confiança são determinantes nessa trajetória”, encorajou. 

Fonte: CNSeg 

Programa do Governo Federal promete baratear seguros automotivos e residenciais

A partir de 1º de março, as seguradoras terão total liberdade para ofertar aos consumidores combos, ou seja, pacotes de serviços com a combinação de vários de tipos de cobertura em uma mesma apólice. Atualmente, isso não é possível. Todos os produtos precisam de aprovação prévia da Superintendência de Seguros Privados (Susep) . Mas o governo decidiu liberar o mercado de seguros de danos, destinados a proteger o patrimônio das pessoas e das empresas, como os de vida, residencial e de automóveis. 

Segundo o diretor técnico da Susep, Rafael Scherre, o emaranhado de regras atuais torna o processo burocrático e caro, o que dificulta o acesso da população aos seguros. 

“O objetivo da desregulamentação do setor é diversificar os produtos oferecidos, reduzir preços ao consumidor final e ampliar a cobertura do seguro no país. Os produtos poderão ser estruturados de forma flexível, sem análise prévia ou aprovação das condições contratuais”, afirma. 

A nova regra já passou por consulta pública e será divulgada amanhã pelo órgão regulador. A expectativa da Susep é que, já no segundo trimestre, comecem a aparecer produtos com cara nova no setor. Com a mudança, será possível, por exemplo, fazer um seguro residencial para proteger a casa só quando o morador estiver fora, no trabalho ou em viagens, um sistema de liga-desliga. Esse modelo de contratação intermitente já existe para veículos e permite ao motorista acionar o seguro só quando sai da garagem. 

Além de danos como furto e incêndio, o seguro residencial poderá prever assistências e serviços de manutenção de geladeira, máquina de

lavar, chaveiro e encanamento. O morador poderá incluir ainda coberturas relacionadas a riscos no transporte, nos deslocamentos para o trabalho. 

Produtos sob medida 

O seguro do celular , hoje restrito à cobertura de furto, perda e queda do aparelho, poderá abranger proteção de dados, minimizando assim danos com vazamento de informações — cobertura, aliás, que já está no radar das seguradoras. 

Segundo o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) , Antônio Trindade, as empresas estão preparadas para anunciar produtos “feitos sob medida”. 

“Como conheço, em tese, quem quero atingir, sei qual é a renda da família, onde mora e quais são suas necessidades imediatas, tamanho de apartamento e atividade econômica, posso colocar em uma única apólice várias coberturas para proteger os riscos que enfrenta no seu dia a dia”, explica Trindade. 

A nova regra pretende simplificar os contratos para facilitar o entendimento dos consumidores, diz Scherre. Será possível, por exemplo, fazer o pedido de abertura de sinistro e pagamento de indenização por aplicativos e de forma automática em alguns seguros. 

“Queremos que um mesmo produto possa atender a diferentes necessidades do consumidor. No entanto, esses produtos precisam ser simples, o consumidor precisa compreender o que vai proteger, como funciona, parar com aquela sensação de que vai comprar e quando tiver algum problema não vai receber. Além do preço”, diz Scherre. 

Segundo ele, a medida deve ampliar a concorrência e impulsionar o mercado de seguros com a cobertura de diversos bens. O líder de mercado hoje é o segmento de veículos e ainda assim somente 30% da frota brasileira é coberta, segundo dados da Susep. 

Fiscalização mais forte 

O advogado David Nigri, porém, teme que a desregulamentação prejudique o consumidor.

“Para a desregulamentação dar certo, seria preciso redobrar a fiscalização. Hoje já temos muitos problemas, seguradoras que tentam se eximir de coberturas. Quando isso acontece, temos as circulares da Susep para defender o consumidor. Sem isso, o risco é aumentar a judicialização”, afirma. 

O advogado Igor Marchetti, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) , vê aspectos positivos na desregulamentação, como a possibilidade de flexibilizar contratos para atendimento de situações específicas, mas pondera. 

Fonte: IG 

Cinco tendências para o setor de (res)seguros em 2021

“Direito dos seguros em movimento”. Conforme se mencionou em outra sede, essa frase resume bem o intenso — e repleto de novidades — ano de 2021 para o setor de seguros. O que esperar deste ano, porém, é um assunto pouquíssimo enfrentado até o momento. 

Buscando suprir a aludida carência, o presente texto aponta, de forma suscinta, cinco tendências para o mercado seguros brasileiro no ano de 2021. 

1) Avanço na digitalização 

Um dos reflexos da pandemia da Covid-19 foi a necessidade de adaptação ao meio digital, que, reconheça-se, já vinha acontecendo em razão da evolução tecnológica, mas foi muito acelerada pela necessidade de desenvolvimento de meios de trabalho remoto. 

Nesse pano de fundo, a computação em nuvem pode ser apontada como destacada ferramenta no armazenamento de dados e documentos. Essa inovação tecnológica, que permite, ainda, às seguradoras terem equipes menores e serem mais ágeis na implementação de aplicações de TI, promete continuar ganhando espaço em 2021.

O uso de novas tecnologias é um forte aliado das seguradoras, em especial para a tomada de decisões — como, no que aqui interessa, nas fases de subscrição do seguro (aquilatamento mais minucioso dos riscos, resultando em análises céleres e preços adequados ao perfil de cada consumidor) e regulação de sinistros (auxiliando, entre outras coisas, na constatação de indícios de fraudes dos segurados). 

Ainda no campo do avanço digital, a contratação online de seguros, por meio de aplicativos nos celulares, tende a se multiplicar, tanto em virtude de mudanças comportamentais dos consumidores quanto em razão da tendência examinada a seguir. 

2) Expansão das insurtechs 

2021 promete ser o ano do desabrochar das insurtechs no Brasil. Essas empresas — literalmente tecnológicas — trazem soluções inovadoras para o mercado de seguros, beneficiando os segurados e seguradores, bem como, salvo exceções, os próprios corretores. 

Um indício do aumento de sinergia entre seguradoras e insurtechs é o sandbox regulatório da Susep, que, no último ano, selecionou 11 projetos para operar em um regime regulatório customizado e menos severo do que o tradicional. A continuidade dessa postura se consolidou através das Portarias Susep nº 7.732, 7.733 e 7.746, que elegeram, em janeiro de 2021, mais três insurtechs para atuarem no sandbox regulatório. 

Há, portanto, grande expectativa de crescimento da participação desses novos agentes, com atuação entrelaçada às novas tecnologias e à digitalização da prestação de serviços no setor de seguros. Uma condição essencial para que tais empresas se desenvolvam solidamente, porém, é se atentarem à próxima tendência. 

3) A proteção dos dados pessoais ocupando um espaço central nas companhias 

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a instituição da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), no fim do ano passado, há de se esperar um movimento das seguradoras para estarem em conformidade com as novas diretrizes regulatórias inerentes à essa importante área.

Embora tal tendência de preocupação com a privacidade dos consumidores seja global, certamente no Brasil ela é influenciada pelas mais rigorosas sanções administrativas, vislumbradas nos próximos meses e anos, conforme demonstrado a seguir. 

4) Endurecimento das sanções administrativas 

Em decorrência de recentes atos normativos e da própria LGPD, há uma tendência de que, paulatinamente, se tornem mais rigorosas a aplicação de sanções administrativas no âmbito das atividades de (res)seguros ao longo de 2021. 

Cite-se, à guisa de ilustração, a Resolução CNSP nº 393, de 30/10/2020, que estabeleceu novas penalidades e mudanças no processo administrativo sancionador da Susep. Dois pontos dignos de nota, aqui, são o aumento dos valores mínimos e máximos das multas aplicáveis em casos de infração de (res)seguradores e a possibilidade de aplicação da pena de inabilitação, quando do cometimento de infração grave (a ser regulada em ato normativo próprio, nos termos do artigo 7°, inciso I). 

A mencionada adequação ao novel regime de proteção de dados também se faz essencial para se evitar as sanções administrativas previstas nos artigos 52 a 54 da LGPD, que poderão ser aplicadas a partir do dia 1 de agosto. Nesse particular, traz algum alento às seguradoras o fato de o diretor-presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, em reiterados pronunciamentos, ter afirmado que deseja tornar a fiscalização da ANPD “menos punitiva e mais educacional”. 

Ainda assim, cabe sublinhar que, por ter o tratamento de dados em seu coração, sobretudo as seguradoras que atuam no ramo dos seguros de pessoas devem passar por um escrutínio nada desprezível da ANPD. 

5) Desburocratização 

No primeiro item do plano de regulação da Susep – 2021 (Deliberação 243/2020), consta: “Revisão e consolidação dos atos normativos da Susep nos termos do Decreto nº 10.139, de 28 de novembro de 2019, visando a melhora de técnica legislativa e simplificação do arcabouço normativo da autarquia para conferir maior eficiência, simplicidade, transparência e publicidade aos atos normativos da Autarquia”.

Se em 2020 houve, por exemplo, a simplificação do procedimento de contratação de seguro no exterior, a implementação do sistema de registro de operações e a estipulação de que as reclamações dos segurados fossem feitas através de plataforma online Consumidor.gov, neste ano espera-se que o rumo não seja alterado. 

O plano de regulação para 2021 da Susep, inclusive, promete alterações, “objetivando maior flexibilização das operações de resseguros e retrocessão, redução de complexidade e de custo regulatório”. 

Fonte: Conjur 

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